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Perigos do calor nos idosos e doentes crónicos: como evitar?

Todos devemos estar alertados para os perigos do calor intenso. Os idosos e os doentes crónicos constituem grupos especialmente vulneráveis ao desenvolvimento de complicações pelo calor.
14 de Agosto de 2020 às 08:34


Redigido por Dr.ª Raquel Mesquita (OM53374), especialista em medicina interna no Trofa Saúde Amadora

O aquecimento global tem provocado fenómenos climáticos extremos, como as ondas de calor, verões mais quentes e prolongados e invernos mais amenos. Estas alterações climáticas têm contribuído para o aumento direto da mortalidade pelo calor extremo, doenças cardiorrespiratórias associadas à poluição do ar e aumento da transmissão de doenças infeciosas.


Como nos adaptamos ao calor?

O nosso organismo tem mecanismos de regulação de temperatura para garantir valores constantes por volta dos 37 ºC. Numa situação de calor, somos capazes de gerar o nosso próprio arrefecimento através do aumento da produção de suor e sua evaporação. Se o calor for extremo, muito húmido ou se estivermos em ambientes com reduzida passagem do ar (mal ventilados, roupa apertada ou impermeável), corremos o risco de a temperatura corporal subir para além do desejável.


Quais os perigos do calor para a nossa saúde?

O efeito mais frequente é a desidratação, que é mais grave quando não há uma ingestão adequada de água (por exemplo em idosos debilitados ou com deficiências) ou quando há perdas excessivas da mesma (por exemplo, vómitos, diarreia, infeções urinárias, diabetes). Por outro lado, a exposição a temperaturas extremas agrava doenças crónicas em indivíduos mais vulneráveis, como os idosos, aumentando-lhes o risco de morte. Os sintomas/doenças típicos do calor extremo e prolongado são, felizmente, pouco frequentes. Por ordem crescente de gravidade:

1. cãibras por calor;

2. síncope (desmaio);

3. exaustão pelo calor;

4. golpe de calor, que requer observação médica imediata.


Como prevenir os efeitos do calor intenso?

1. A ingestão de líquidos é a principal forma de prevenir os efeitos do calor, devendo ser ingerida mesmo sem sede.

2. Faça refeições frias e leves. Evite as bebidas alcoólicas, gaseificadas, com cafeína, ou ricas em açúcar, pelo risco de desidratação.

3. Permaneça, sempre que possível, em ambiente fresco ou com ar condicionado. Evite as mudanças bruscas de temperatura.

4. Evite a exposição direta ao sol, principalmente entre as 11 e as 16 horas. Os idosos devem evitar ir à praia nos dias de calor extremo.

5. Evite a permanência em viaturas expostas ao sol. Nunca deixe crianças, doentes ou idosos nessas circunstâncias.

6. Evite atividade física intensa e repouse em locais protegidos do sol, frescos, arejados.

7. Use roupa larga e solta, de preferência em algodão e de cor clara.

8. Evite a entrada de calor no interior das habitações, mantendo a circulação de ar (fonte DGS).


Todos devemos estar alertados para os perigos do calor intenso. Os idosos e os doentes crónicos constituem grupos especialmente vulneráveis ao desenvolvimento de complicações pelo calor. Contudo, se tem mais de 75 anos, se sofre de alguma doença crónica ou se toma medicação que afete a regulação da temperatura corporal (por exemplo, antidepressivos, ansiolíticos, antiparkinsónicos, anti-histamínicos) ou que aumente a perda de água (por exemplo, diuréticos) deve consultar o seu médico. É importante manter as suas doenças controladas para prevenir o aparecimento de complicações que podem ser muito graves para a sua saúde.