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Reabilitação total com implantes em desdentados totais ou parciais

Apesar da grande evolução dos cuidados de saúde oral em Portugal nos últimos 30 a 40 anos, a percentagem de população com ausência total da dentição, ou com presença de algumas peças dentárias mas sem condição de se manterem em boca, continua a ser um número muito significativo.
22 de Novembro de 2019 às 08:11


Redigido por Dr. Hugo Pais (OMD9780), médico-dentista no Trofa Saúde Hospital em Braga Norte
Os dentes podem, resumidamente, dividir-se em duas partes: coroa e raiz. A coroa é a porção visível do dente e a raiz a parte não visível e que fica dentro do osso e da gengiva. A implantologia oral, através da colocação de implantes dentários (raízes artificiais) é a área da medicina dentária que devolve a possibilidade de ter novamente dentes fixos.

Os implantes dentários são “parafusos” geralmente constituídos de titânio, material que se carateriza por ser extremamente compatível com o organismo. Com o recurso a exames de diagnóstico como o raio-X e a TAC, a realização de implantes é bastante segura e precisa.

Devido à grande diversidade de tamanhos (diâmetro e comprimento), o recurso aos meios de diagnóstico referidos permite a escolha do implante que mais se adequa a cada caso. Com a colocação de apenas quatro a seis implantes, por maxilar, é possível reabilitar de forma indolor, rápida e minimamente invasiva doentes desdentados totais ou com dentes sem viabilidade para se manterem em boca.

A colocação dos implantes é feita após avaliação clínica e radiográfica de forma a potenciar o sucesso e minimizar o risco de comprometimento de determinadas estruturas vitais. A sua colocação é definida pela disponibilidade óssea apresentada pelo doente, sendo que a grande diversidade de tamanhos permite muitas vezes evitar enxertos ósseos que são dispendiosos e de recuperação mais difícil. Após a colocação dos implantes é feita a colocação de uma prótese fixa sobre os implantes.

Doenças como diabetes ou osteoporose, vulgarmente consideradas contraindicações para transplantes ósseos, não são impedimento para a cirurgia de colocação de implantes, permitindo assim reabilitar doentes portadores destas patologias, que de outra forma seria mais difícil. A evolução das técnicas de colocação de implantes permite devolver ao doente dentes fixos no próprio dia, proporcionando a adequada capacidade de mastigação, deglutição, fonética e sorriso.

Todos esses benefícios vão potenciar a melhoria da sua saúde geral através de uma correta mastigação dos alimentos bem como uma maior variedade dos alimentos ingeridos. No campo social, o doente volta a poder falar e sorrir sem o receio da movimentação das próteses.

A reabilitação com implantes e prótese fixa não dispensa uma rigorosa higiene e respetivas consulta de controlo, sensivelmente de seis em seis meses, o mesmo intervalo de tempo que é indicado para a dentição natural, de forma a manter uma boa saúde oral e evitar futuros problemas.

A não realização destas consultas de manutenção e controlo, tal como nos dentes naturais, pode provocar alguns problemas que põem em risco a sua longevidade.