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Será que ressono? Será que tenho apneia obstrutiva do sono?

A quantidade e a qualidade de sono são fundamentais para a saúde mental (concentração, memória, aprendizagem), para o sistema imunitário (capacidade de defesa contra as infeções) e até como guardião da personalidade (contribuindo para o equilíbrio interno)
21 de Julho de 2020 às 09:30


Redigido por Prof. Dr.ª Amélia Feliciano (OM35978), pneumologista no Trofa Saúde Amadora e Loures



e pelo Dr. Miguel Oliveira (OM50178), médico especialista em cirurgia maxilo-facial no Trofa Saúde Amadora.

Face a este papel tão importante do sono para a saúde global e até para a sobrevida do indivíduo, cada vez mais se considera que devemos valorizar o sono, prioritizá-lo sobre outras solicitações ou afazeres e protegê-lo de tudo aquilo que o perturba.

O que é a roncopatia?
O ronco é dos elementos mais perturbadores do sono, com influência direta na saúde do próprio e também no/a(s) companheiro/a(s) de quarto. Causa desestruturação e ineficácia do sono, com impacto na relação interpessoal e vergonha social.

Estudos recentes apontam para que a roncopatia seja, por si, um fator de risco para o aumento da tensão arterial. O percurso de diagnóstico implica exames idênticos aos da apneia do sono. Para além da polissonografia, também é aconselhável a visualização da via aérea durante sono induzido, para se verificar com um endoscópio quais os pontos de vibração.

O que é a apneia obstrutiva do sono (SAOS)?
A SAOS carateriza-se por interrupções ou diminuição da respiração durante a noite (apneias e hipopneias) que fragmentam o sono e levam a despertares. Os doentes podem apresentar ronco, paragens respiratórias, acordar com a boca seca ou com a sensação de asfixia, sono não reparador, muitos sonhos ou pesadelos, queixas de refluxo gastroesofágico durante a noite e vários despertares.

Durante o dia verifica-se cansaço, alteração da memória e da concentração e sonolência. Quando a SAOS não é tratada pode gerar doenças cardiovasculares (arritmia, enfarte do miocárdio, AVC), metabólicas (diabetes, dislipidemia e obesidade) e neurológicas (sonolência, acidentes laborais e de viação).

Em caso suspeito, faz-se um estudo do sono para confirmar o diagnóstico. O tratamento é muitas vezes multidisciplinar e deve incluir medidas adicionais como a perda de peso, o exercício físico e o tratamento dos problemas nasais.

A primeira linha de tratamento passa pela utilização de um ventilador que corrige as paragens respiratórias e restabelece a respiração. Antes de se propor alternativas, é necessária uma consulta médica para avaliação da anatomia e função da via aérea superior (nariz, boca e faringe) e a escolha deve ser orientada de acordo com a gravidade da apneia, localização e padrão de obstrução da via aérea, idade e outras doenças.

De entre as alternativas ao ventilador de pressão positiva, a cirurgia do esqueleto da face: maxilar superior e/ou mandíbula (cirurgia ortognática) apresenta as melhores taxas de cura. Outras opções incluem a cirurgia nasal, faríngea, palato mole, amigdalas e língua.

Umas das alternativas não invasivas são os dispositivos de avanço mandibular, que consistem em duas próteses colocadas sobre os dentes durante o sono. Quando a prótese inferior é ativada, traciona a mandíbula e, por conseguinte, leva ao aumento do espaço de via aérea. Este dispositivo exige dentes saudáveis ou devidamente restaurados e sem mobilidade.

O sucesso do tratamento é muito dependente do uso efetivo do dispositivo. A terapia posicional procura evitar as posições menos favoráveis à respiração durante o sono.

Se apresenta queixas relacionadas com o seu sono, não deixe de procurar um especialista em medicina do sono. Após um questionário fará um estudo do sono e estabelecer-se-á um plano terapêutico.
Cuide da sua saúde e preserve o seu sono!