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Será que sofro de arritmias?

Os sintomas produzidos pelas arritmias são muito variáveis, dependendo do tipo de arritmia em causa
7 de Agosto de 2020 às 07:54


Redigido por Dr. Miguel Nobre Menezes (OM51829), cardiologista no Trofa Saúde Amadora e Loures
A arritmia designa uma alteração no batimento cardíaco normal e pode produzir taquicardia - o coração a bater mais depressa do que o normal - ou bradicardia - o coração a bater demasiado devagar.

Qualquer que seja a arritmia, é da maior importância uma avaliação médica clara, se necessário com recurso a exames complementares de diagnóstico. Algumas arritmias são “apenas” incomodativas, outras podem ser graves. Mas é importante saber que existe tratamento, muitas vezes curativo. Por vezes, não é possível eliminar, mas sim controlar a arritmia, quer nas suas consequências, quer no incómodo que causa.

O sintoma mais frequente das taquiarritmias (arritmias com batimento rápido) são as palpitações: sentir o nosso próprio batimento cardíaco, geralmente rápido e de forma intensa. Podem surgir em qualquer idade.

Nos jovens, têm geralmente um carácter benigno, embora possam ser bastante desconfortáveis. Frequentemente surgem na ausência de doença cardíaca estrutural, ou seja, o coração é aparentemente normal. Apesar do stress que causam são, usualmente, curáveis com elevadas taxas de sucesso. A medicação é suficiente em alguns casos, podendo também proceder-se a um breve procedimento invasivo (estudo eletrofisiológico com ablação) para eliminar a origem da arritmia.

Em idades mais avançadas, a arritmia mais frequente é a fibrilhação auricular, muito comum na terceira idade. Para além do desconforto originado pelo batimento cardíaco rápido e desorganizado, esta arritmia pode originar um acidente vascular cerebral (na gíria chamado de “trombose cerebral”), pelo que não deve ser descurada. Também esta arritmia se trata, quer para prevenir o acidente vascular cerebral, quer para eliminar ou atenuar os sintomas por ela provocada.

Em raras ocasiões, as taquiarritmias podem corresponder a arritmias ventriculares, que podem ser graves e até fatais. Surgem, geralmente, em doentes com doença cardíaca prévia. Contudo, podem também surgir em pessoas sem história de doença cardíaca, raramente, mesmo em jovens. O seguimento médico e o tratamento apropriado nestes casos são da maior importância para prevenir a morte súbita, podendo passar pela implantação de um dispositivo (um desfibrilhador implantável) através de um curto procedimento.

Nas bradiarritmias (arritmias com batimento lento), as queixas mais frequentes são o cansaço e a perda de consciência (vulgar “desmaio”), ocorrida ou iminente. Nos jovens, têm geralmente causa benigna e podem ser tratadas aprendendo a adotar comportamentos preventivos e, ocasionalmente, poderá ser necessária medicação. Nos idosos, surgem muitas vezes como consequência do envelhecimento das estruturas elétricas cardíacas. Quando necessário, são tratadas com a implantação de um pacemaker.

Por último, existem ainda as extrassístoles, que designamos de batimentos isolados fora do momento certo. Muitas vezes originam uma sensação de palpitações isoladas. Outras vezes, a sensação de que alguns batimentos ocorrem de forma muito forte, levando-nos a sentir o coração no peito ou mesmo na garganta. São geralmente benignas, embora careçam por vezes de tratamento.

No Trofa Saúde, agora com novas unidades na Amadora e em Loures, dispomos de uma equipa médica especializada e equipada para o diagnóstico e tratamento destas patologias. Caso tenha algum destes sintomas não hesite em consultar o seu médico. Vai ver que o poderá ajudar.