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Tratamento mini-invasivo das hérnias inguinais

Uma hérnia inguinal ocorre quando os órgãos intra-abdominais, como por exemplo o intestino, se projetam através de um ponto fraco nos músculos abdominais, na zona da virilha
2 de Outubro de 2020 às 08:07


Redigido por Dr. Francisco Toscano (OM46351), médico especialista em Cirurgia Geral no Trofa Saúde Amadora e Loures

A hérnia inguinal não é necessariamente perigosa, no entanto, cresce, não melhora por si mesma e pode levar a complicações fatais. A sua correção cirúrgica é uma das intervenções mais comuns na cirurgia geral, sendo um procedimento de baixo risco.

Os sinais e os sintomas da hérnia inguinal vão desde uma protuberância na parte de cima da virilha, que se torna mais evidente de pé, especialmente se tossir ou fizer um esforço e é acompanhada por dor ou desconforto. Ter uma sensação de queimadura, peso ou arrastamento também é comum.

As causas mais frequentes para o aparecimento de uma hérnia são condições que aumentem a pressão dentro do abdómen, como o excesso de peso, tosse crónica (fumadores e asmáticos), gravidez e prisão de ventre. Outras causas associam-se a esforços físicos frequentes, causas genéticas ou defeitos na parede abdominal de nascença.

Os fatores de risco para o desenvolvimento de uma hérnia inguinal incluem:
• Ser homem (os homens têm oito vezes mais probabilidade de desenvolver uma hérnia inguinal do que as mulheres);
• Aumento da idade (os músculos enfraquecem com a idade);
• Raça branca;
• História familiar;
• Nascimento prematuro e baixo peso ao nascer;
• Hérnia inguinal já operada.

Sinais de complicações

Se não conseguir empurrar a hérnia para dentro, o conteúdo da hérnia pode estar preso (encarcerado) na parede abdominal, podendo vir a ficar “estrangulada”, o que interrompe o fluxo sanguíneo para o tecido que está preso. Trata-se de uma condição que pode ser fatal se não for tratada.

Procure consulta urgente se a hérnia ficar vermelha, roxa ou escura ou se notar quaisquer outros sinais ou sintomas de uma hérnia estrangulada.

Abordagem mini-invasiva – Laparoscópica

Nesta abordagem a cirurgia é feita através de três orifícios (um no umbigo de 10mm; dois de 5mm, um à esquerda e outro à direita por cima do osso da bacia) pelos quais se introduz uma câmara (10mm) e os instrumentos de 5mm, usados para operar na parte de trás dos músculos da parede abdominal onde a hérnia começa.

É desta forma que se coloca uma rede que vai reforçar a parede abdominal e impedir novos problemas com a hérnia. Com esta técnica, consegue-se o mesmo resultado final e por via de um meio menos agressivo obtêm-se todas as vantagens dos procedimentos minimamente invasivos, com maior segurança em relação às complicações mais comuns deste procedimento quando realizado por via aberta (dor crónica ou perda de sensibilidade associada a lesão nervosa, infeções e problemas na cicatrização).

As vantagens vão desde menor dor pós-operatória imediata e ao longo da recuperação, menor necessidade de uso de analgésicos, melhor resultado estético até ao retorno mais precoce ao trabalho.

Tem sido uma técnica que tem ganho cada vez mais adesão entre cirurgiões apesar de ser tecnicamente mais desafiadora de realizar.

No Trofa Saúde Amadora, equipámos o bloco com o melhor material de cirurgia laparoscópica para que a equipa de médicos especialistas em Cirurgia Geral, diferenciada na abordagem mini-invasiva, possa beneficiar os seus doentes com todas as vantagens desta técnica.