Barra Cofina

Correio da Manhã

Especiais C-Studio
3
Especiais C-Studio
i
C- Studio é a marca que representa a área de Conteúdos Patrocinados do Universo
É o local onde as marcas podem contar as suas histórias e experiências.

Um quinto dos portugueses sofre de rinite alérgica. É um desses casos?

A rinite alérgica é uma doença inflamatória crónica da mucosa nasal. É uma doença comum, atingindo cerca de 22% da população portuguesa e pode atingir todos os grupos etários.
12 de Novembro de 2019 às 06:53


Redigido por Dr.ª Joana Sofia Pita (OM55134), imunoalergologista no Trofa Saúde Hospital na Amadora.
Espirros, corrimento/obstrução nasal e “comichão” (prurido nasal), com impacto muito variável na qualidade de vida dos doentes, são alguns dos sintomas da rinite alérgica. Esta patologia pode ser de caráter sazonal ou perene, de duração intermitente ou persistente, e de gravidade variável entre ligeira a moderada-grave. Pode ocorrer associada a sintomas oculares, em que se verifica olho vermelho, com prurido e lacrimejo, denominando-se nesse caso rinoconjuntivite.

Pode estar também associada a sinusite, polipose nasal e asma. Segundo estudos realizados em Portugal, os indivíduos com rinite apresentam um risco de asma atual quase quatro vezes superior ao dos indivíduos sem rinite; quando a rinite se associa a sinusite, esse risco aumenta quase dez vezes.

Os alergénios que mais frequentemente causam sintomas de rinite alérgica são os ácaros do pó doméstico, os pólenes, os pelos de animais e os fungos. O diagnóstico desta doença é feito com base na clínica (sintomas do doente), e na realização de testes cutâneos por picada (prick tests), em que são aplicados extratos alergénicos no antebraço do doente, que são posteriormente introduzidos na pele através de uma pequena lanceta.

É possível também realizar análises específicas, dirigidas aos alergénios suspeitos, de forma a corroborar o diagnóstico. O tratamento desta doença baseia-se na evicção dos alergénios implicados, na lavagem nasal com solução salina (por exemplo: soro fisiológico, “água do mar”) e aplicação regular de corticoide nasal, bem como na toma de anti-histamínicos não sedativos no caso de sintomas agudos. O uso prolongado de descongestionantes nasais é desaconselhado.

Quanto à evicção dos alergénios, no caso da alergia aos ácaros do pó doméstico, deve arejar o seu quarto/casa, evitar tapetes, alcatifas, peluches e livros expostos no quarto, aspirar a casa com frequência e lavar semanalmente os lençóis a temperaturas elevadas (+60°C). No caso de apresentar sintomas com a exposição a pólenes, deve consultar o Boletim Polínico na primavera, evitando atividades ao ar livre quando as contagens de pólenes forem muito elevadas. A imunoterapia (vacina antialérgica) surgiu como uma terapêutica capaz de alterar a evolução da rinite alérgica.