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Viciados em Internet, jogos e redes sociais?

Com o desenvolvimento das novas tecnologias, surge um novo tipo de dependência, a dependência das tecnologias da informação e comunicação.
20 de Dezembro de 2019 às 10:19


Redigido por Dr. José Romero (OM37160), psiquiatra no Trofa Saúde Hospital em Braga Norte.
É definida como uma perturbação psicológica e do comportamento, que leva o utilizador a enredar-se de forma contínua ou cada vez mais frequente nas tecnologias da informação e comunicação (TIC), independentemente das consequências negativas que possa ter para o seu bem-estar físico, social, mental ou financeiro.

As TIC de uso mais frequentes são: a internet e os telemóveis. Um estudo realizado em Portugal revelou que 73,3% dos jovens, entre os 14 e os 25 anos, apresentavam sintomas sugestivos de dependência da Internet. Destes, 13% apresentavam níveis severos de dependência e 52,1% dos inquiridos consideravam-se como “dependentes da Internet”.

As crianças, os adolescentes e os universitários são a população mais vulnerável para este tipo de dependência. São fatores de risco que podem levar a este tipo de adição: insatisfação pessoal, carência afetiva, baixa autoestima, impulsividade e baixa tolerância à frustração, ansiedade, depressão, isolamento e dificuldades na comunicação. São sintomas indicadores de dependência das TIC o pensar na rede de forma constante, nomeadamente quando não está conectado, e tornar-se defensivo ou negar quando confrontado com possível comportamento aditivo à Internet. Frequentemente o indivíduo perde o interesse nas pessoas ou noutras atividades que anteriormente considerava importantes (hobbies, amigos, exercício físico).

Por vezes, sente-se irritado quando não consegue conexão à rede ou esta está mais lenta. Priva-se do sono (< 5 horas/dia) para poder estar mais tempo conectado à rede, mentindo muitas vezes a familiares, colegas e amigos. Isola-se socialmente e começa a apresentar sinais de baixo desempenho académico ou baixa produtividade no emprego. Frequentemente, tenta limitar o tempo de conexão, mas não consegue. As consequências que este tipo de dependência podem ter a nível físico, psicológico e social são graves. A sociedade, assim como pais, professores e profissionais da saúde, deve estar atenta a sinais ou indicadores de uma possível adição às TIC, para assim poder realizar uma abordagem precoce.

O tratamento da dependência das TIC tem de ser integrado e multifatorial
A terapia cognitivo-comportamental é o tratamento de escolha. Neste tipo de dependência a terapia não passa pela proibição total das TIC, mas sim por aprender a utilizá-las de forma moderada, controlada e responsável. As terapias farmacológicas são usadas para reduzir e controlar o impulso para a utilização das TIC. O melhor tratamento é a prevenção. Esta deve estar focada na educação desde a infância para um uso adequado e controlado das TIC.

Trofa Saúde