“A casa abanou toda, pensei que ia pelo ar”

Chuva intensa e vento forte causaram danos avultados em 16 habitações na Maia.

22 de novembro de 2016 às 08:34
Folgosa, Agostinho Ferreira, Proteção Civil, Maria de Fátima Silva, José Eduardo Azevedo, meteorologia Foto: CMTV
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Em apenas alguns minutos, o mau tempo causou, na noite de domingo, um verdadeiro rasto de destruição na freguesia de Folgosa, na Maia. A chuva intensa e um fenómeno de vento forte causaram danos em 16 casas. Há registo de estragos em telhados, janelas, marquises e anexos.

"Acordei com o barulho do vento. A casa abanou toda, pensei que ia pelo ar. O vento foi tão forte que arrancou a chaminé e parte do telhado", explicou Agostinho Ferreira, um dos moradores afetados.

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Ao que o CM apurou, foi por volta das 23h45 de domingo que os moradores sentiram as fortes rajadas de vento, fenómeno que a Proteção Civil admitiu que pode ter sido um tornado de fraca intensidade. "O meu marido acordou-me a dizer que a marquise tinha ido pelo ar. Vim à porta e estava tudo destruído. Perdi móveis e eletrodomésticos. Parte do telhado saiu e chove na minha casa", disse Maria de Fátima Silva.

A Proteção Civil esteve ontem, juntamente com os bombeiros, a avaliar os estragos nas habitações. " O município, dentro das suas responsabilidades, poderá agir. Estamos disponíveis para ajudar os moradores", explicou José Eduardo Azevedo, adjunto do vereador da Proteção Civil da Maia, que garantiu que não existem desalojados. Todas as casas tinham seguros, que já foram acionados.

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