ACP defende Portela Montijo
O estudo da Associação Comercial do Porto (ACP) sobre o novo aeroporto de Lisboa defende que a existência de uma infra-estrutura complementar à Portela, com possíveis localizações em Alcochete ou no Montijo, sendo a opção “Portela Montijo” considerada a melhor.
O estudo, entregue ao Governo na passada sexta-feira, analisou as duas localizações para o segundo aeroporto na região de Lisboa, em Alcochete e no Montijo, que funcionaria em simultâneo com o actual aeroporto da Portela. O documento revela que qualquer uma desta soluções permitirá poupar 9 milhões de euros nos acessos rodoviários.
No entanto, a opção “Portela Montijo” surge como a melhor solução para o tráfego aéreo da capital, a qual permite uma poupança de 3,6 mil milhões de euros relativamente ao projecto de construção do aeroporto na Ota.
A construção na Ota, opção defendida pelo Governo até à divulgação do estudo da Confederação da Indústria Portuguesa (CIP), é completamente excluída do documento apresentado pela ACP.
Segundo os cálculos efectuados pela equipa de técnicos do Centro de Estudos de Gestão e Economia Aplicada da Universidade Católica Portuguesa, caso se rejeite a opção de construir o novo aeroporto de uma forma faseada, os custos relativos às acessibilidades rodoviárias ascenderão aos 24 milhões de euros, quer o novo aeroporto seja construído na Ota ou em Alcochete.
Este valor pode baixar para os 15 milhões de euros caso no Montijo ou em Alcochete funcionem para já apenas as companhias aéreas de baixo custo (low cost) num pequeno aeroporto que entraria em funcionamento a partir de 2010.
O estudo de avaliação económica da opção “Portela 1” prevê ainda o abandono definitivo da Portela “logo que o aeroporto se mostre incapaz de satisfazer a totalidade do tráfego” aéreo. Nessa data, que “nunca será antes de 2017”, o tráfego aéreo será totalmente transferido para o aeroporto complementar.
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