Advogados da Tempestade Perfeita em debandada por causa da greve
Processo de corrupção na Defesa tem 73 arguidos. Esperaram uma hora sem qualquer informação do Tribunal.
O julgamento do processo Tempestade Perfeita deveria ter começado na manhã desta quarta-feira, mas nem funcionários do tribunal nem juízes apareceram. Mais de 100 pessoas ficaram à porta da sala de audiências no Campus da Justiça - o processo tem 73 arguidos, 43 pessoas e 30 empresas, todos representados por advogados - sem qualquer informação. Acabaram por ir embora, numa saída em massa, pelas 10h30, depois de três elementos da PSP terem sido chamados uma vez que estavam a fazer barulho que perturbava a sessão do processo Espírito Santo que se realizava na sala ao lado.
Segundo o CM apurou, houve arguidos que vieram da Suíça. Mas nenhum dos arguidos ou dos advogados recebeu qualquer informação oficial ou institucional de que a sessão não se iria realizar. De acordo com a lei processual, as partes podem abandonar o tribunal caso não seja feita chamada pelo funcionário judicial nos 30 minutos a seguir à hora marcada para o início da sessão de julgamento.
Fonte do tribunal admitiu que houve uma falha de comunicação e que os advogados e arguidos não deveriam ter subido para o piso onde se iria realizar a sessão sem se saber que a mesma ia acontecer.
O processo Tempestade Perfeita julga crimes de corrupção, branqueamento de capitais, peculato e falsificação de documentos num esquema que envolve responsáveis da Direção-Geral de Recursos da Defesa na reabilitação do hospital militar de Belém e outras obras.
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