FMI lamenta relaxamento da política orçamental

Portugal devia ter objetivos "suficientemente ambiciosos".

04 de fevereiro de 2016 às 10:01
Christine Lagarde, FMI Foto: EPA
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O FMI lamentou esta quinta-feira que o esboço de Orçamento do Estado para 2016 pressuponha um "relaxamento da política orçamental", considerando que Portugal devia ter objetivos "suficientemente ambiciosos" e manter almofadas adequadas para responder aos riscos existentes.

O Fundo Monetário Internacional (FMI) publicou o seu comunicado a dar conta do fim da terceira avaliação pós-programa de resgate a Portugal, que terminou na quarta-feira e que juntou novamente em Lisboa e durante uma semana os técnicos do Fundo, da Comissão Europeia e do Banco Central Europeu.

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Na declaração, a instituição liderada por Christine Lagarde afirmou que "o projeto de plano orçamental para 2016 pressupõe um relaxamento da política orçamental", referindo que se estima que "o saldo primário estrutural [que exclui os encargos com a dívida pública e os efeitos do ciclo económico] se tenha agravado em 0,5% do PIB em 2015 e que venha a descer mais 0,8% em 2016".

Diminuição de perspetivas

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O FMI alerta que o "enfraquecimento do ímpeto reformista no futuro poderá diminuir as perspetivas de crescimento e emprego", reiterando que os aumentos do salário mínimo podem dificultar o acesso ao emprego dos trabalhadores menos qualificados.

O FMI publicou o seu comunicado a dar conta do fim da terceira avaliação pós-programa de resgate a Portugal, que terminou na quarta-feira e que juntou novamente em Lisboa e durante uma semana os técnicos do Fundo, da Comissão Europeia e do Banco Central Europeu.

Esta avaliação pós-programa será a primeira desde que o novo Governo liderado por António Costa, que começou já a reverter algumas medidas de austeridade implementadas durante o período do resgate, tomou posse.

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Balanços dos bancos reforçados

A instituição recomenda que os balanços dos bancos portugueses devem ser reforçados para "evitar novas surpresas negativas" e "proteger os contribuintes".

No comunicado divulgado relativo à conclusão da terceira missão pós-programa de resgate, que voltou a juntar em Lisboa os técnicos do Fundo, da Comissão Europeia e do Banco Central Europeu e que terminou na quarta-feira, o FMI considera que "os balanços do sistema bancário têm de ser fortalecidos para evitar novas surpresas negativas e proteger os contribuintes".

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Para a missão técnica liderada por Subir Lall, que não se refere concretamente a nenhum banco, "os acontecimentos recentes sublinham a necessidade de se continuar a consolidar os esforços passados para melhorar a rentabilidade da banca, a qualidade dos ativos e a governação".

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