Alentejo no top das preferências dos europeus
Região foi distinguida entre os dez melhores destinos europeus para este ano pelo ‘Lonely Planet’.
O Alentejo está na moda e é considerado um dos dez melhores destinos da Europa a visitar neste ano para o guia turístico internacional ‘Lonely Planet’.
Escreve esta publicação de referência que a região é um "fascínio magnético" com castelos deslumbrantes em penhascos e "maravilhas culinárias". Ao que se juntam os vinhos, os centros históricos e monumentos, as planícies a perder de vista, as serras e os seus percursos de natureza, o artesanato típico, o cante e, ainda, as praias únicas da Costa Alentejana.
Muitos atrativos para uma visita de Portalegre a Beja, com paragem obrigatória em Évora e Elvas, cidades Património Mundial da UNESCO. Nesta grande região que ocupa um terço do País é ainda reconhecida a arte chocalheira, a falcoaria e o cante como Património Imaterial da Humanidade.
O Alentejo ganhou agora uma nova dimensão ao figurar, em sexto lugar, entre as melhores regiões da Europa para se visitar.
No pódio do guia surgem Zagreb, na Croácia, Gotland, Suécia e Galiza, em Espanha. Constam ainda o Norte de Montenegro, Leeds, no Reino Unido, Norte da Alemanha, Moldávia, Pafos, no Chipre, e Le Havre, em França.
Uma viagem ao passado entre templos e fortalezas
Évora, conhecida como cidade-museu, é a montra do turismo no Alentejo. Em 1986 foi elevada a Património Mundial da UNESCO. O Templo Romano, a Sé Catedral, a Igreja de São Francisco e a Capela dos Ossos, os claustros da universidade e o circuito megalítico, com destaque para ao Cromeleque dos Almendres, são alguns dos monumentos que nos levam para uma viagem ao passado. Mas esta não é a única cidade Património Mundial no Alentejo. Elvas viu também as suas fortificações reconhecidas pela UNESCO há cinco anos. Desde então, o turismo aumentou 300 por cento com um registo de 1,2 milhões de turistas. O Forte da Graça, uma pérola da arquitetura militar, é a joia da coroa da cidade raiana. Destaque também para os castelos de Marvão e Monsaraz, a judiaria de Castelo de Vide, os frescos das igrejas de Évora e Beja e as ruínas romanas na Vidigueira e Santiago do Cacém.
Natureza ímpar do campo ao mar
Sabor autêntico
A cozinha alentejana é única. E basta um evento gastronómico para atrair milhares de visitantes à região. Quem não aprecia uma sopa de cação, umas migas de espargos com carne de alguidar, o borrego assado, as silarcas com ovos, o cozido de grão e as famosas açordas. De Portalegre a Beja, as ementas são variadas e há pratos que são apenas típicos de uma só região. O bacalhau dourado, em Elvas, e o sarapatel, na zona de Portalegre, são disso exemplo. Depois há a doçaria conventual com as suas encharcadas, sericaia e pão de rala, e lugares de culto onde se podem provar todas estas iguarias como o restaurante País das Uvas, em Vila de Frades, Vidigueira (foto), com as sua talhas de vinho e mobiliário alentejano.
Vinhos de topo
Refúgios para todos os gostos
Saberes que hoje são arte
Ao balcão de uma taberna é como parece revelar-se na sua forma mais genuína O cante alentejano é património que saiu da região para as bocas do mundo com a distinção da UNESCO e não deixa ninguém indiferente. Em Serpa foi criada a Casa do Cante, onde se junta a história desta expressão artística única.
Com selo de Património Mundial está também a arte chocalheira das Alcáçovas - Viana do Alentejo -, pela necessidade de preservação do ofício da construção e manutenção deste utensílio usado sobretudo para assinalar a presença do gado. Há oficinas, lojas e um orgulho no legado a transportar para as próximas gerações. O mesmo caminho pode ser seguido nos próximos anos pelos tapetes de Arraiolos - o grande ex-líbris desta vila do distrito de Évora -, onde já existe um centro interpretativo desta arte e exemplares de grande valor expostos. Merecem ainda uma visita os Bonecos de Estremoz: uma arte em barro com mais de três séculos de história e que faz parte da identidade cultural daquele concelho.
Verão musical
A rota dos grandes eventos também passa pela região. À cabeça, são já três os grandes festivais de música de dimensão nacional que têm por base terras alentejanas. De 21 a 29 de julho o Festival Músicas do Mundo leva até Sines sonoridades dos quatro cantos do Planeta, com destaque para o brasileiro Emicida ou para a cabo-verdiana Lura. Entre os dias 1 e 5 de agosto todos os caminhos vão dar à Herdade da Casa Branca, onde acontece o festival Sudoeste, que há duas décadas marca gerações no País. Jamiroquai é o nome mais forte do cartaz de 2017. De 21 a 26 de agosto acontece o Festival do Crato, que este ano leva até ao norte alentejano nomes como Seu Jorge, Eagles of Death Metal ou Emir Kusturica.
Ruas Floridas dão cor à vila de 29 de julho a 6 de agosto
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