Saiba quem era Kim Wall, a jornalista que foi decapitada na Dinamarca

Repórter sueca era considerada "uma pessoa encantadora" e com uma carreira em "rápida ascensão".

24 de agosto de 2017 às 07:22
Kim Wall, morte Foto: Direitos Reservados
Kim Wall, submarino Foto: Reuters
Autoridades dinamarquesas procuravam Kim Wall há vários dias Foto: Reuters
Autoridades dinamarquesas Foto: Reuters
Autoridades dinamarquesas procuravam Kim Wall há vários dias Foto: Reuters
Autoridades dinamarquesas procuravam Kim Wall há vários dias Foto: Reuters

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Um amigo da jornalista sueca Kim Wall, cujo torso foi encontrado numa praia no sul de Copenhaga, lembrou hoje uma "pessoa encantadora" e com uma profissional com uma carreira em "rápida ascensão".

"É muito trágico", disse à Lusa Gerry Shih, correspondente da agência noticiosa Associated Press (AP) na China, recordando que a jornalista fez "trabalhos difíceis em todo o mundo" e acabou por ter um fim "bizarro e inimaginável, próximo de sua casa em Copenhaga".

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A autópsia ao torso de Wall, de 30 anos, confirmou que os braços, pernas e cabeça foram "mutilados deliberadamente".

A jornalista desapareceu em 10 de agosto último, depois de ter embarcado num submarino de fabrico caseiro durante uma entrevista com o inventor, o dinamarquês Peter Madsen.

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Inicialmente, Madsen disse à polícia que a repórter desembarcara em Refshaleoen, uma ilha de Copenhaga. Mais tarde, declarou em tribunal que a jornalista sofreu um acidente dentro da embarcação e que deitou o cadáver ao mar.

Peter Madsen está em prisão preventiva desde segunda-feira, mas negou ter feito mal à jornalista.

Formada pela Faculdade de Economia da Universidade norte-americana de Columbia, Kim Wall vivia entre Pequim e Nova Iorque.

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Entre as publicações para as quais trabalhou constam os jornais The New York Times, The Guardian ou a revista TIME.

Gerry Shih lembrou a vontade da jornalista de abordar temas pouco explorados na China.

"Quando ela esteve em minha casa, falámos da vontade dela de reportar sobre coisas pouco conhecidas, de procurar subculturas, história ocultas, em lugares remotos da China", disse o jornalista da AP.

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Em comunicado, o Clube de Correspondentes Estrangeiros na China recordou Kim como uma jornalista "talentosa" e "repleta de integridade e humanidade e com um interesse profundo sobre a China".

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