Apelos à libertação de jornalista francês detido na Turquia

Loup Bureau foi suspeito de atividades "terroristas" pelas autoridades.

03 de agosto de 2017 às 18:42
Loup Bureau Foto: DR
Loup Bureau, Siria, Terrorismo Foto: Getty Images
Loup Bureau, Siria, Terrorismo Foto: Getty Images

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Organizações de jornalistas e os advogados de Loup Bureau, um jornalista independente francês detido na Turquia e suspeito de atividades "terroristas" pelas autoridades, exigiram esta quinta-feira a sua libertação "imediata" ao assegurarem que está inocente.

Loup Bureau, que colaborou designadamente com a cadeia televisiva TV5 Monde e se apresenta na rede social Twitter como um estudante de jornalismo, foi detido na semana passada junto à fronteira entre o Iraque e a Turquia, após terem sido encontradas na sua posse fotografias onde surge na companhia de combatentes curdos sírios das Unidades de Proteção Popular (YPG), organização considerada por Ancara como "terrorista".

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Os seus advogados Martin Pradel e Rusen Aytac, através de um comunicado esta quinta-feira enviado à agência noticiosa France-Presse (AFP), precisaram que foi interrogado por um juiz que o considerou como suspeito de pertencer a "uma organização terrorista armada", apesar de ter rejeitado nas acusações.

"No decurso dos interrogatórios, foi censurado por ter efetuado uma reportagem em 2013 sobre as condições de vida das populações civis no norte da Síria (...) Loup Bureau, confirmou perante o juiz a sua presença no terreno por motivos estritamente profissionais. Sublinhou que os contactos com os protagonistas no terreno são necessários para o seu trabalho jornalístico e que as fotografias são do período em que fez essa reportagem", referiram, sublinhando a "urgência" da sua libertação.

Em paralelo, em comunicado comum, os sindicatos franceses de jornalistas SNJ, SNJ-CGT e CFDT-Jornalistas, apoiados pela Federação europeia de jornalistas (FIJ) apelaram à "libertação imediata" de Loup Bureau, cuja detenção recorda a de Mathias Depardon, fotojornalista francês detido em maio no sudeste da Turquia e expulso um mês depois.

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Os signatários exigem que "o Governo francês adote todas as medidas" para obter a sua libertação, com o ministério dos Negócios Estrangeiros a referir que acompanha a situação "com a maior atenção".

Para as três organizações francesas "é claro que os dirigentes turcos e o Presidente Erdogan à cabeça perseguem os jornalistas estrangeiros demasiado curiosos e não hesitam em prendê-los para impor um muro de silêncio sobre a realidade do país, que é a maior prisão do mundo para jornalistas onde 160 dos nossos camaradas estão atrás das grades".

A Turquia ocupa o 155.º lugar em 180 na classificação 2017 de liberdade de imprensa estabelecida pelos Repórteres sem Fronteiras (RSF).

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