Bastonário da Ordem dos Engenheiros pede "atenção especial" à habitação
Fernando de Almeida Santos afirmou ainda que Portugal precisa de resolver limitação de tráfego aéreo na região de Lisboa.
O bastonário da Ordem dos Engenheiros (OE), Fernando de Almeida Santos, pediu ao novo Governo que dê uma "atenção especial" à habitação, apelando ainda para a resolução da limitação aeroportuária em Lisboa.
Em declarações à Lusa, o bastonário disse que "é claro que Portugal precisa rapidamente de resolver a limitação de tráfego aéreo que tem na região de Lisboa", destacando que é "urgentíssimo", e apontou que "já não é só em Lisboa, também é nos restantes aeroportos".
Questionado sobre os principais desafios, nomeadamente do Ministério das Infraestruturas e Habitação, que volta a ser liderado por Miguel Pinto Luz, o bastonário destacou a habitação.
"A habitação merece uma atenção absolutamente especial também, porquanto nós, para fazer crescer o país, temos de dar condições às pessoas e, neste momento, não temos a oferta suficiente de habitação para as necessidades de Portugal. Isso pode refletir-se negativamente se não formos lestos a resolver esse tipo de necessidades", declarou.
Fernando de Almeida Santos destacou ainda "a alta velocidade, que é uma imposição", bem como "a energia e as questões da resiliência energética, da salvaguarda da capacidade energética nacional", como demonstrado no apagão de 28 de abril, que também têm de ser vistas de "forma cuidadosa".
"Temos tido um relacionamento institucional de trabalho muito profícuo nestas matérias e penso que temos vindo a ser ouvidos de forma cuidadosa pelo ministério", referiu, apontando "a assunção de uma continuidade de projetos que Portugal tem, nomeadamente, nas infraestruturas e habitação" e defendendo que com este cenário, "possam vir a realizar-se".
Durante o seu primeiro mandato, Pinto Luz anunciou a duplicação da oferta pública de habitação no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência, subindo a fasquia da construção de 26 mil para cerca de 59 mil casas até 2030.
A construção do novo aeroporto e a conclusão da ligação ferroviária de alta velocidade (TGV) entre Porto e Lisboa serão outros dos grandes desafios que o ministro enfrentará neste novo mandato.
O primeiro-ministro indigitado, Luís Montenegro, apresentou esta quarta-feira o seu segundo Governo, que terá 16 ministérios, menos um do que o anterior, e vai manter treze dos 17 ministros do executivo cessante.
A posse do XXV Governo Constitucional será na quinta-feira às 18:00, 18 dias depois das eleições, o que constitui o processo mais rápido de formação de Governo nos mandatos presidenciais de Marcelo Rebelo de Sousa.
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