"Não temos meses para meditar"
Afirmação de Jean-Claude Juncker.
O presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, defendeu esta terça-feira, em Bruxelas, a necessidade de agir no processo de saída do Reino Unido da União Europeia (UE), por "não haver meses para meditar".
Na conferência de imprensa após a cimeira de chefes de Estado e de Governo da UE, o responsável afirmou compreender que o primeiro-ministro britânico, David Cameron, "queira tempo para meditar porque ele defendeu a permanência" do país entre os 28.
"O que não percebo é que aqueles que quiseram a saída, não consigam dizer-nos o que querem fazer", acrescentou Juncker, referindo que a ativação do artigo 50 do Tratado de Lisboa, de saída de um Estado-membro, deve "ser feita o mais depressa possível". "Não temos meses para meditar", argumentou.
O líder do executivo comunitário repetiu que "sem notificação, não há negociação" das relações futuras entre a UE e o Reino Unido.
À questão acerca do peso da migração na escolha dos votantes britânicos, Juncker referiu que "se disser durante anos ou mesmo décadas à população que estão coisas erradas com a União Europeia, os eleitores vão acreditar".
Por seu lado, o presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, admitiu que a migração foi a razão para alguns.
"Mas será a razão para cancelar os valores da livre circulação, tolerância e Schengen? Eu tenho a certeza de que essa é a essência da Europa", declarou aos jornalistas.
Tusk iniciou esta conferência de imprensa a endereçar as condolências às famílias e próximos das vítimas do atentado desta noite na Turquia.
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