"Não temos meses para meditar"

Afirmação de Jean-Claude Juncker.

28 de junho de 2016 às 23:20
Jean-Claude Juncker, Comissão Europeia, Bruxelas, Reino Unido, União Europeia, David Cameron, Donald Tusk, Turquia, Istambul, Ataturk Foto: Reuters
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O presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, defendeu esta terça-feira, em Bruxelas, a necessidade de agir no processo de saída do Reino Unido da União Europeia (UE), por "não haver meses para meditar".

Na conferência de imprensa após a cimeira de chefes de Estado e de Governo da UE, o responsável afirmou compreender que o primeiro-ministro britânico, David Cameron, "queira tempo para meditar porque ele defendeu a permanência" do país entre os 28.

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"O que não percebo é que aqueles que quiseram a saída, não consigam dizer-nos o que querem fazer", acrescentou Juncker, referindo que a ativação do artigo 50 do Tratado de Lisboa, de saída de um Estado-membro, deve "ser feita o mais depressa possível". "Não temos meses para meditar", argumentou.

O líder do executivo comunitário repetiu que "sem notificação, não há negociação" das relações futuras entre a UE e o Reino Unido.

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À questão acerca do peso da migração na escolha dos votantes britânicos, Juncker referiu que "se disser durante anos ou mesmo décadas à população que estão coisas erradas com a União Europeia, os eleitores vão acreditar".

Por seu lado, o presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, admitiu que a migração foi a razão para alguns.

"Mas será a razão para cancelar os valores da livre circulação, tolerância e Schengen? Eu tenho a certeza de que essa é a essência da Europa", declarou aos jornalistas.

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Tusk iniciou esta conferência de imprensa a endereçar as condolências às famílias e próximos das vítimas do atentado desta noite na Turquia.

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