Caderno com desenhos inéditos de van Gogh apresentado na terça-feira
Não se sabe praticamente nada deste livro que tem 288 páginas.
Um caderno com desenhos inéditos do pintor Vincent van Gogh será apresentado na terça-feira em Paris, dois dias antes da sua publicação simultânea em vários países, como os Estados Unidos e o Japão.
Praticamente nada se sabe sobre o conteúdo desta obra, conhecendo-se apenas o seu título - "Vincent van Gogh, o nevoeiro de Arles, o caderno reencontrado" - e a capa: um autorretrato com chapéu de palha, até agora desconhecido.
O livro de 288 páginas que, segundo a editora Le Seuil, contém "um número significativo de desenhos, mais de uma dezena", é assinado por uma das maiores especialistas na obra do pintor holandês, a canadiana Bogomila Welsh-Ovcharov, uma das comissárias da exposição "Van Gogh em Paris", patente em 1988 no Museu d'Orsay.
"Este caderno só é conhecido dos seus proprietários, de mim e da editora", declarou há alguns meses à agência francesa AFP Bernard Comment, editor da obra, que já publicara em 2014 uma biografia do célebre pintor holandês da autoria de Viviane Forrester ("Van Gogh ou o Enterro no Milheiral").
O livro será simultaneamente publicado na quinta-feira em França, Estados Unidos, Reino Unido, Alemanha, Holanda e Japão.
Inquirido sobre o conteúdo do caderno original, propriedade de um particular, limitou-se a responder: "É incrível, fulgurante".
"Os desenhos formam um conjunto muito impressionante, a sua autenticidade ficou bem comprovada numa série de testes e peritagens cruzadas: não levámos este projeto com ligeireza", sublinhou o editor.
"Houve um verdadeiro trabalho científico" para atestar que se tratava realmente de um caderno utilizado por Van Gogh", asseverou Bernard Comment.
O período de Arles de Van Gogh corresponde ao crepúsculo da sua vida. Foi nomeadamente em Arles, a 23 de dezembro de 1888, que Van Gogh cortou uma parte da orelha, após uma discussão com Paul Gauguin.
Vincent van Gogh, que se suicidou aos 37 anos em Auvers-sur-Oise, a 29 de julho de 1890, é considerado um dos maiores artistas de todos os tempos. As suas telas, expostas nos mais importantes museus, estão entre as mais procuradas.
ANC // ARA
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