Capital timorense vive calma aparente
Ao início da noite, vivia-se uma calma aparente nas ruas da capital timorense, sem registo de incidentes e com as ruas desertas. Bem diferente, do amanhecer violento, com a população a fugir em pânico ao som das trocas de tiros entre as forças armadas timorenses e militares revoltosos nos arredores da cidade.
Esta tarde, o primeiro-ministro timorense, Mari Alkatiri, havia já garantido que a situação estava controlada em Díli e no resto do território, reconhecendo, no entanto, que a população está a viver ainda um clima de medo e de pânico que é “difícil de gerir".
Alkatiri prometeu também que “os responsáveis que começaram com a violência vão ser apanhados”, assegurando que vai manter um clima de diálogo com todos aqueles que ainda não usaram a violência para mostrar o seu descontentamento.
O primeiro-ministro timorense afirmou também que a situação de medo e pânico vivida pela população é a principal razão porque Díli pediu a presença de uma força internacional no território, para devolver a estabilidade e a confiança à população.
De acordo com o governo timorense, o ataque ao Quartel-General das forças armadas no bairro de Taci Tolo e os confrontos que se seguiram em vários pontos dos arredores de Díli causaram a morte a um agente da Polícia Nacional, havendo a registar mais um militar ferido. Também o major Alfredo Reinado, líder dos revoltosos, confirmou uma baixa entre os homens que comanda.
FORÇA AVANÇADA AUSTRALIANA CHEGA AMANHÃ
Entretanto, já amanhã, quinta-feira, aguarda-se a chegada à capital timorense dos primeiros soldados de uma força de entre 1.000 a 1.300 elementos que o governo australiano decidiu enviar para Timor-Leste, em resposta ao pedido formulado por Díli. Portugal, que já confirmou o envio de uma força da GNR, a Nova Zelândia e a Malásia são outros dos países aos quais o governo timorense pediu ajuda para restabelecer a ordem pública no país.
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