Cáritas defende cabazes alimentares se houver outras ajudas

Associação concorda com medida do Governo de fechar cantinas sociais.

24 de janeiro de 2017 às 09:33
Eugénio Fonseca, presidente, caritas Foto: João Miguel Rodrigues
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O presidente da Cáritas Portugal disse esta segunda-feira estar a favor da substituição do modelo de cantinas sociais por distribuição de cabazes alimentares, mas defendeu que só deve ser feito se se assegurar outras prestações de serviço como o gás.

O Governo vai substituir o modelo de cantinas sociais pela distribuição de cabazes alimentares aos mais carenciados, recorrendo a fundos comunitários, anunciou à agência Lusa a secretária de Estado da Segurança Social, Cláudia Joaquim.

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Em declarações hoje à Lusa Eugénio Fonseca disse estar a favor do modelo, apesar de não conhecer a globalidade das novas orientações do Governo.

"Estou a favor desta ajuda, é essencial para muitas famílias, mas considero que a distribuição de produtos alimentares deve ser feita desde que se assegure outra prestação de serviços como o pagamento de água, luz, gás. Isto para que as pessoas possam confecionar as refeições, sublinhou, defendendo que deve haver também diversidade de alimentos para facilitar uma dieta alimentar correta.

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Segundo o Governo, a distribuição de alimentos será feita através do Fundo Europeu de Auxílio às Pessoas Mais Carenciadas (FEAC) e irá beneficiar cerca de 60 mil pessoas.

Os beneficiários vão receber cabazes alimentares, que integram na sua composição carne, peixe e legumes congelados, com o objetivo de cobrir as suas necessidades nutricionais diárias em 50%.

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