Centro de Saúde da Lousã fechado atrapalha serviço noutros concelhos

Incêndio leva ao encerramento do Centro de Saúde.

14 de dezembro de 2016 às 15:19
Centro de Saúde da Lousã, CSL, Miranda do Corvo, Vila Nova de Poiares, Agrupamento de Centros de Saúde do Pinhal Interior Foto: Gonçalo Ermida
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O Centro de Saúde da Lousã (CSL) mantém-se esta quarta-feira encerrado devido a um incêndio ocorrido na terça-feira, o que está a causar dificuldades de atendimento nos serviços congéneres de dois concelhos vizinhos.

Os centros de saúde de Miranda do Corvo e Vila Nova de Poiares, para onde são encaminhados utentes com situações agudas e urgentes, "estão a sentir alguma pressão", disse à agência Lusa o diretor executivo do Agrupamento de Centros de Saúde do Pinhal Interior Norte (ACES PIN), Avelino Pedroso.

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Na quinta-feira, a resolução de situações agudas de utentes da Unidade de Saúde Familiar (USF) Trevim Sol passará a ser assegurada na Extensão de Saúde de Serpins, a 10 quilómetros da sede do concelho, que faz parte daquela USF, coordenada pela médica Marília Pereira.

O Centro de Saúde da Lousã, no distrito de Coimbra, que integra ainda a USF Serra da Lousã, coordenada por João Rodrigues, foi encerrado na terça-feira devido a um pequeno incêndio registado durante a noite, no rés-do-chão do edifício, onde funciona a Trevim Sol.

Avelino Pedroso admitiu que também a USF Serra da Lousã "já possa reunir condições", ao longo do dia de quarta-feira, para atender os casos mais graves.

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Entretanto, mantêm-se suspensos os demais tratamentos, consultas e outros serviços habitualmente realizados nas duas USF, num novo Centro de Saúde que começou a funcionar há precisamente dois anos.

"A normalização será progressiva", previu o mesmo responsável, indicando que os sistemas elétrico e informático "já foram repostos" e que as limpezas dos dois pisos do edifício deverão estar concluídas ainda hoje.

Quando ao sistema de climatização, "está-se também a tratar disso", acrescentou.

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Por sua vez, João Rodrigues, da USF Serra da Lousã, enfatizou que "estão 18 mil pessoas sem acesso" ao CSL, o que "está a perturbar os centros de saúde vizinhos e as urgências dos Hospitais da Universidade de Coimbra".

"Consegui desbloquear, com a Câmara da Lousã, uma empresa de limpeza para vir à tarde limpar o rés-do-chão", onde funciona a USF Trevim Sol, disse.

Já o primeiro andar, que alberga a USF Serra da Lousã, "está a ser limpo com a prata da casa", adiantou João Rodrigues.

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"Necessitávamos de apoio urgente para limpar os filtros do sistema de aquecimento, senão não conseguimos abrir, assim como apoio da informática para resolver algumas ligações cortadas", declarou.

Na madrugada de terça-feira, um fogo deflagrou no sistema de alimentação ininterrupta (UPS, sigla em inglês de 'uninterruptible power supply') do servidor informático do edifício.

Alguns doentes são igualmente encaminhados para o Serviço de Urgência Básica (SUB) de Arganil, segundo Avelino Pedroso.

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Ao longo da manhã, a Lusa tentou contactar a Administração Regional de Saúde do Centro, que tinha anunciado mais esclarecimentos para hoje, mas não foi ainda possível, não tendo também conseguido o testemunho de Marília Pereira, coordenadora da USF Trevim Sol.

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