Cerimónia marcada pela ausência do Ministro da Defesa e por protestos dos professores

Comemorações oficiais decorrem ao longo de todo o dia, em Lisboa.

05 de outubro de 2018 às 11:22
Cerimónia do 5 de outubro marcada pela ausência do Ministro da Defesa Foto: Lusa
Cerimónia do 5 de outubro marcada pela ausência do Ministro da Defesa Foto: Lusa
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Protestos dos professores na Praça do Município
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Protestos dos professores na Praça do Município
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Protestos dos professores na Praça do Município
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Protestos dos professores na Praça do Município
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Protestos dos professores na Praça do Município

As comemorações da cerimónia oficial do 5 de outubro, que decorre ao longo de todo o dia desta sexta-feira, em Lisboa, está a ser marcada pela ausência do Ministro da Defesa, Azeredo Lopes, que não marca presença por estar numa cerimónia da NATO, em Bruxelas, Bélgica, e também pelo protesto dos professores.

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Esta ausência de Azeredo Lopes acontece depois do seu nome estar envolvido no roubo das armas do caso de Tancos. 

O primeiro-ministro, António Costa, falou sobre o assunto, esta sexta-feira, durante as comemorações, garantindo que mantém a confiança no ministro da Defesa e considerando que, sobre o caso de Tancos, "falta muita coisa esclarecer, desde logo a captura dos ladrões".

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À chegada para as comemorações do 5 de outubro, que decorrem esta manhã na praça do município, em Lisboa, António Costa foi questionado pelos jornalistas sobre se mantinha a confiança em Azeredo Lopes, depois de notícias que dão conta que o ministro da Defesa foi informado do encobrimento de factos no caso da recuperação do material militar furtado nos paióis em Tancos, entretanto já desmentidas pelo governante.

"Quer o senhor ministro da Defesa Nacional, quer o tenente general Martins Pereira, que era então seu chefe de gabinete, já fizeram um desmentido absolutamente categórico de notícias que têm vindo a lume de factos que lhe teriam sido imputados. Não vejo nenhuma razão para alterar essa confiança", assegurou.

"Dificilmente o ministro da Defesa pode ter responsabilidades", confessa líder parlamentar do PS

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O líder parlamentar do PS, Carlos César, considerou que "dificilmente o ministro da Defesa pode ter responsabilidades" no furto das armas de Tancos, mas ressalvou que, se isso acontecer, Azeredo Lopes terá de "retirar as respetivas consequências".

"O empenhamento da parte do PS é de, não ignorando que incidentes como estes que envolveram o caso de Tancos têm ser resolvidos e uma vez resolvidos retiradas as respetivas consequências políticas, que o importante é preservar as nossas Forças Armadas, a dignidade do Estado", disse aos jornalistas Carlos César, no final da cerimónia do 05 de Outubro, que se realiza em Lisboa, quando questionado sobre o caso de Tancos.

À pergunta se essas consequências políticas serão a demissão de Azeredo Lopes, Carlos César considerou que "se o ministro tiver responsabilidades sobre essa matéria, evidentemente que terá de retirar as respetivas consequências".

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"Tem de se respeitar aquilo que é o apuramento da verdade", diz Marcelo sobre Tancos

O presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, falou esta sexta-feira, durante as comemorações do 5 de Outubro, em Lisboa, sobre o roubo das armas no caso de Tancos.

"Está uma investigação em curso e, por isso, devemos serenamente acompanhar aquilo que está a ser feito, não interferindo, respeitando e também depois olhando com atenção para as conclusões", assumiu Marcelo, sublinhando que tem de se respeitar aquilo que está a decorrer.

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"Tem de se respeitar aquilo que é o apuramento da verdade e de eventuais reposabilidades. O que está provado passa pela instrução criminal, temos de respeitar essa instrução criminal", confessou o presidente.

A cerimónia oficial das comemorações do 5 de Outubro está a ser marcada plela ausência do Ministro da Defesa, Azeredo Lopes, que está numa cerimónia da NATO, em Bruxelas, na Bélgica. 

Marcelo deixa mensagem sobre renovação dos mandatos e Forças Armadas  

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O Presidente da República deixou esta sexta-feira no seu discurso do 5 de Outubro mensagens sobre a renovação dos mandatos, contra "regimes de poder pessoal" e a necessidade de "atenção a entidades estruturantes como as Forças Armadas". 

Marcelo Rebelo de Sousa falou destes dois temas de passagem, durante uma intervenção de cerca de dez minutos na sessão solene comemorativa do 108.º aniversário da Implantação da República, na Praça do Município, em Lisboa, em que apelou à permanente construção da democracia, advertindo para as lições da história dos últimos cem anos.

"Mais de um século de lições úteis para todos nós. Lições de como não há verdadeira democracia sem democratas. Não há verdadeira democracia sem direitos do homem e liberdade. Não há verdadeira democracia sem condições económicas e sociais que lhe confiram legitimidade de exercício. Não há verdadeira democracia sem permanente combate às desigualdades à pobreza, à corrupção das pessoas e das instituições. Não há verdadeira democracia sem sistema político dinâmico e gerador de alternativas. Não há verdadeira democracia sem atenção a entidades estruturantes como as Forças Armadas", afirmou.

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Antes, Marcelo Rebelo de Sousa passou em revista cada década, desde 1918 até hoje e, chegado a 1968, referiu que Portugal "assistiria à chamada renovação na continuidade, ou seja, à continuidade no essencial da ditadura apesar da renovação na liderança".

Neste contexto, acrescentou: "Porque os regimes de poder pessoal são incompatíveis com a renovação dos mandatos, logo ali se descortinava o fim do fim da ditadura. Ou seja, por contraposição, o sentido de que a democracia é tudo menos o culto e a convicção da perenidade do poder pessoal".

Professores concentrados na Praça do Município exigem que "tempo é para contar" 

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Mais de meia centena de professores concentraram-se hoje na Praça do Município, em Lisboa, onde decorreram as comemorações do 5 de outubro, gritando que "o tempo é para contar, não é para apagar".

Os manifestantes juntaram-se atrás do pelourinho central da praça, depois das 'baias' de segurança, e começaram a gritar palavras de ordem mal terminaram os discursos do presidente da Câmara de Lisboa, Fernando Medina, e do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.

"O tempo é para contar, não é para apagar", ouviu-se.

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"Se houvesse eleições amanhã podia acontecer qualquer coisa", diz Rui Rio

O presidente do PSD, Rui Rio, falou sobre o seu partido político. "Se houvesse eleições amanhã podia acontecer qualquer coisa, nas não era o PSD que as ganhava. Daqui a um ano temos mais do que margem para estar a disputar as eleições taco a taco", disse.

Recorde-se que Rui Rio está a fazer a sua estreia nas comemorações. "O 5 de outubro é uma data histórica para o país", assumiu. 

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Medina diz que Lisboa não consegue combater sozinha falta de habitação

O presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Fernando Medina (PS), disse que o município "não consegue sozinho combater um mercado de arrendamento sem oferta", uma das preocupações centrais dos portugueses.

No discurso que proferiu nas comemorações do 05 de Outubro, que decorrem esta manhã na Praça do Município, Fernando Medina considerou que não seria possível celebrar "adequadamente a República" se não tivesse "expressão uma das preocupações centrais de milhares de portugueses, a concretização do direito à habitação".

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"Um município, por maior e mais forte que seja, como Lisboa, não consegue sozinho combater um mercado de arrendamento sem oferta e um mercado de aquisição em inflação contínua. Esta é uma tarefa do parlamento", afirmou o socialista.

O presidente da Câmara de Lisboa falava perante o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, o primeiro-ministro, António Costa, o presidente da Assembleia da República, Eduardo Ferro Rodrigues, a presidente da Assembleia Municipal de Lisboa, Helena Roseta, e também perante deputados da Assembleia da República e Assembleia Municipal.

Para Fernando Medina, "esta é uma responsabilidade de todos, mas é naturalmente maior para os partidos que apoiam a atual solução política".

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A ouvi-lo estavam ainda os líderes do PSD, Rui Rio, e do CDS-PP, Assunção Cristas, que é também vereadora em Lisboa.

"A maioria que tantas vezes se formou para assegurar direitos fundamentais que tinham sido postos em causa não pode falhar aqui, no que é fundamental", sublinhou o presidente da Câmara, notando que "já passaram três anos desta legislatura".

"É essencial passar das proclamações inflamadas e das intervenções casuísticas para ações concretas e efetivas, é essencial avançar já", defendeu, apontando que, "entre 2013 e 2018, o número de fogos colocado para arrendamento na cidade de Lisboa caiu de 7.450 por ano para menos de metade".

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Também o "preço de aquisição tem subido de forma contínua", precisou.

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