China lança nova campanha contra funcionários fugidos
Irá complementar a já existente "Fox Hunt".
O órgão anticorrupção do Partido Comunista Chinês (PCC) anunciou uma nova campanha contra funcionários do país que fugiram para o estrangeiro sob suspeita de corrupção, designada "Sky Net 2016", anunciou esta sexta-feira a agência oficial Xinhua.
Em comunicado, a Comissão Central de Controlo e Disciplina do PCC detalha que a campanha contará com o apoio do Ministério de Segurança Pública, Tribunal Popular Supremo, banco central da China e o Ministério dos Negócios Estrangeiros.
Irá complementar a já existente "Fox Hunt", que foi lançada em 2015 e que resultou em 857 funcionários repatriados a partir de 66 países, segundo dados oficiais.
E incidirá também em casos de branqueamento de capitais via companhias 'offshore' e bancos clandestinos, segundo a Xinhua.
Este mês, a investigação jornalística "Papéis de Panamá" revelou que familiares de nove líderes chineses atuais ou antigos surgem como donos de empresas 'offshore'.
Entre estes, figura Deng Jiagui, o marido da irmã mais velha do atual Presidente Xi Jinping.
Familiares de Zhao Gaoli e Liu Yunshan, atuais membros do Politburo do PCC, a cúpula do poder na China, ou o ex-primeiro-ministro Li Peng, também constam dos documentos.
Após ascender ao poder, em 2012, Xi lançou uma ampla e persistente campanha anticorrupção que atingiu já mais de 130 responsáveis chineses com o estatuto de vice-ministro ou superior em todos os setores do regime, incluindo no exército.
Os dois casos mais mediáticos envolveram a prisão do antigo chefe da Segurança Zhou Yongkang e do ex-diretor do Comité Central do PCC e adjunto do antigo presidente Hu Jintao, Ling Jihua.
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