Condenada por desvio à Segurança Social
Gracinda Pereira, ex-funcionária da Segurança Social de Leira, foi esta quarta-feira condenada a quatro anos de prisão por suspeita de ter desviado 150 mil euros da instituição, uma pena que fica condicionada ao pagamento imediato dos valores retirados.
A arguida terá ainda de pagar 15 mil euros, uma verba adicional que poderá pagar durante os próximos quatro anos.
Gracinda Pereira era acusada de reactivar processos de antigos beneficiários do Rendimento Mínimo Garantido (RMG), transferindo as verbas para a sua morada e a de uma filha, sem que esta tivesse conhecimento. No total, foram 18 os processos que a ex-funcionária terá reiniciado, “alterando dados referentes ao agregado familiar” e a morada.
Em sua defesa, Gracinda Pereira alegou que o sistema informático que geria os processos de RMG “era muito frágil”, já que tinha acesso a dados dos beneficiários sem ter que prestar contas a qualquer superior. “Infelizmente fui descoberta muito tarde”, depois de emitir 167 vales de correio ou cheques em seu benefício, num valor total de 150 mil euros.
A arguida mostrou-se disponível para pagar o valor que tinha retirado, estando mesmo a vender uma casa, para cobrir o montante.
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