Conflito e tempestades trazem pressão na despesa, diz governador do Banco de Portugal

Álvaro Santos Pereira admitiu que a margem orçamental "não está a aumentar, está a diminuir".

25 de março de 2026 às 13:16
Tempestades causam devastação em Pombal e Figueira da Foz, Alzira Louro perde parte do telhado Foto: Ricardo Almeida
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O governador do Banco de Portugal (BdP), Álvaro Santos Pereira, assumiu esta quarta-feira que o conflito no Médio Oriente traz "mais pressão para aumentar o apoio a famílias e empresas", bem como as tempestades, afetando a margem orçamental.

Na apresentação do boletim económico de março, em Lisboa, o governador apontou que se o excedente orçamental de 2025 for mais elevado do que o esperado, como sinalizou o ministro das Finanças, serão "boas notícias", mas admitiu que a margem orçamental "não está a aumentar, está a diminuir".

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"Há maior pressão na despesa, nomeadamente na despesa líquida, e agora com o conflito há mais pressão para aumentar o apoio às famílias e empresas e também com as tempestades", sinalizou Santos Pereira, alertando que vai haver maior pressão orçamental.

Ainda assim, questionado sobre os dados que serão divulgados esta quinta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística, o governador apontou que se houver maior margem é melhor e que, quando se tem excedentes, é possível "acelerar o desendividamento".

O rácio da dívida pública tem vindo a reduzir-se e está em 89,6% do PIB, mas "ainda temos uma dívida muito elevada e temos de continuar a desendividar o Estado", defendeu.

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Assim, quando se olha para os números do saldo orçamental, é preciso ter em conta que é "fundamental baixar a dívida", nomeadamente para responder a fenómenos como os que estamos a ver hojr.

"Quando temos choques inesperados, é importante que tenhamos margem para poder atuar decisivamente, quer seja na parte monetária, quer na política orçamental", reiterou.

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