China apela a uma resolução pacífica da crise dos mísseis da Coreia da Norte

Representante russo na ONU também descarta uma solução militar para o conflito.

04 de setembro de 2017 às 17:04
Liu Jieyi, embaixador da China na ONU Foto: EPA
Liu Jieyi, embaixador da China na ONU Foto: EPA
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Coreia do Norte testou míssil intercontinental sob a supervisão de Kim Jong-un Foto: Reuters
Coreia do Norte testou míssil intercontinental sob a supervisão de Kim Jong-un Foto: Reuters

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A China defendeu esta segunda-feira que a crise com a Coreia do Norte "deve ser resolvida de forma pacífica", declarou o embaixador de Pequim junto da ONU, Liu Jieyi, sem mencionar a possibilidade de novas medidas coercivas contra Pyongyang.

"Chamamos a Coreia do Norte ao diálogo. Através do diálogo, podemos conseguir uma desnuclearização da península coreana", disse o representante chinês durante uma reunião de emergência do Conselho de Segurança, a decorrer esta segunda-feira na sede das Nações Unidas, em Nova Iorque, cerca de 24 horas depois de o regime liderado por Kim Jong Un ter anunciado a realização com sucesso do sexto teste nuclear daquele país, desta vez com uma bomba de hidrogénio.

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Liu Jieyi reiterou igualmente a proposta conjunta assinada pela China e Rússia que incide no congelamento das manobras militares conjuntas dos Estados Unidos e da Coreia do Sul e na suspensão dos programas de armamento norte-coreanos.

Proposta que foi rejeitada de forma categórica pela embaixadora dos Estados Unidos junto da ONU, Nikki Haley, minutos antes do início desta reunião de emergência do Conselho de Segurança.

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A China, o maior aliado do regime da Coreia do Norte, exporta cerca de 90% do que é consumido pelos norte-coreanos.

A palavra diálogo também foi utilizada pelo embaixador da Rússia junto da ONU, Vassily Nebenzia, como o caminho de uma solução para a crise com a Coreia do Norte.

Moscovo "apela a todas as partes a dialogar e a retomar as negociações", afirmou o representante russo.

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"Não há solução militar", insistiu Vassily Nebenzia, reconhecendo, ao mesmo tempo, que o regime de Pyongyang tratou "com desprezo" todas as imposições internacionais.

"Insistimos na necessidade de preservar o nosso sangue frio (...) não devemos ser dominados pelas emoções e devemos agir de forma calma e ponderada", reforçou o representante da Rússia (um dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU e com poder de veto - Estados Unidos, Reino Unido, França, Rússia e China).

Estas declarações do embaixador russo estão a ser encaradas como uma referência implícita ao Presidente norte-americano, Donald Trump, que no início de agosto, em plena escalada de tensão com a Coreia do Norte, ameaçou o regime norte-coreano com "fogo e fúria nunca vistos".

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Segundo peritos, Pyongyang testou no domingo a sua bomba nuclear mais potente até à data, um artefacto termonuclear que, de acordo com o regime norte-coreano, pode ser instalado num míssil intercontinental.

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