Coreia do Norte rejeita declaração da ONU que condena lançamento de míssil
O Conselho de Segurança ameaçou com o reforço das sanções em vigor.
A Coreia do Norte "rejeitou categoricamente" hoje a declaração da ONU que condena o seu último lançamento de míssil e em que ameaça endurecer as sanções contra Pyongyang.
Numa declaração unânime, apoiada pela China, que é aliada da Coreia do Norte, o Conselho de Segurança da ONU condenou na segunda-feira o lançamento do míssil de médio porte Pukguksong-2, realizado domingo.
O Conselho de Segurança também ameaçou Pyongyang com o reforço das sanções em vigor.
Um porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros da Coreia do Norte imputou esta declaração "aos Estados Unidos e aos seus seguidores", de acordo com a agência de notícias oficial KCNA.
O porta-voz disse ainda que os norte-americanos são "obcecados com a sua hostilidade e repugnância inveterada".
"É absolutamente ridículo vê-los a criticar qualquer ação de autodefesa da Coreia do Norte. Rejeitamos categoricamente o comunicado de imprensa", acrescentou.
A Coreia do Norte faz regularmente ameaças contra os Estados Unidos, assegurando ter armas nucleares para lidar com a ameaça de uma invasão norte-americana.
Mesmo a sofrer inúmeras sanções, o Governo norte-coreano não se mostra disposto a desistir de seus programas nucleares e balísticos.
A Coreia do Norte - que já realizou dezenas de lançamentos de mísseis e dois testes nucleares desde o início de 2016 - está a fazer grandes avanços, segundo especialistas, no seu esforço em desenvolver um míssil balístico intercontinental (ICBM) capaz de atingir os Estados Unidos.
O Conselho de Segurança da ONU irá reunir-se hoje em emergência, a pedido de Washington, Seul e Tóquio, para discutir sobre qual a atitude adotar face ao novo desafio da Coreia do Norte.
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