Governo ainda não recebeu qualquer pedido de reestruturação dos CTT

Costa diz que executivo não tem intenção de renacionalizar os correios.

20 de dezembro de 2017 às 15:52
António Costa Foto: Miguel A. Lopes/Lusa
Executivo de António Costa Foto: Sérgio Lemos
O primeiro-ministro, António Costa Foto: cmtv

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O primeiro-ministro, António Costa, garantiu hoje que o Governo não recebeu "até agora qualquer proposta ou pedido de reestruturação" dos CTT, assumindo preocupação com o presente e o futuro da empresa.

Na abertura do debate quinzenal com o primeiro-ministro, na Assembleia da República, o BE levantou a questão dos CTT, tendo a líder bloquista, Catarina Martins, considerado que "o Governo não pode ficar à espera para salvar" a empresa.

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"Nós não recebemos até agora qualquer proposta ou pedido de reestruturação", garantiu António Costa, na resposta à bancada do BE, acrescentando que partilha "das preocupações sobre o futuro dos CTT e o seu presente".

Costa, afirmou, igualmente,  que o Governo não tem intenção de renacionalizar os CTT e remeteu para o regulador qualquer eventual alteração ao contrato de concessão.

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No debate quinzenal, o líder parlamentar do PSD, Hugo Soares, desafiou António Costa a dizer se concorda com a coordenadora do BE, Catarina Martins, que tinha acusado os acionistas privados de "pilharem" a empresa e a esclarecer se a intenção do Governo será renacionalizar os CTT.

"Não, não é intenção do Governo nacionalizar os CTT. Sendo uma entidade pública sob concessão não havia lugar a nacionalização, quando muito haveria lugar ao resgate da concessão. A questão do resgate pôr-se-á ou não nos termos do contrato e nos termos da avaliação que cabe em primeiro lugar à Anacom", afirmou António Costa, reiterando que o Governo criou um grupo de trabalho sobre esta matéria.

O primeiro-ministro lembrou que o regulador, a Anacom (Autoridade Nacional de Comunicações), já identificou uma situação de incumprimento do contrato e aplicou sanções aos CTT.

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"Se isso é suficiente, duvido que seja. Há uma coisa que devemos refletir: se um serviço público como o serviço postal deve ser avaliado pela valorização acionista em bolsa ou pela qualidade dos serviços prestado aos cidadãos", afirmou.

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