Detidos por torturar deficiente mental em direto no Facebook

Quatro pessoas foram acusadas de "crime racista".

05 de janeiro de 2017 às 09:25
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Os quatro afro-americanos detidos em Chicago alegadamente envolvidos na tortura de um jovem com necessidades especiais foram hoje acusados de "crime racista" pela procuradoria da cidade.

Os quatro homens foram detidos em Chicago devido ao seu alegado envolvimento num vídeo difundido em direto no Facebook, em que um homem com deficiência mental é torturado.

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Na gravação, a vítima aparece atada e amordaçada e é agredida por vários indivíduos afro-americanos enquanto insultam o Presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, e a população branca.

Segundo a polícia, que não identificou a vítima, apesar de se ter dito que tem "necessidades especiais", as imagens do vídeo podem considerar-se um crime de ódio.

"Faz com que nos questionemos sobre o que faz as pessoas tratarem alguém assim", disse o superintendente da polícia de Chicago, Eddie Johnson, numa conferência de imprensa transmitida em direto no Twitter.

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A vítima, com cerca de 18 anos, terá sido sequestrada até 48 horas antes de o vídeo ser transmitido em direto, na passada terça-feira, em que surgem pelo menos quatro pessoas que torturam o jovem.

Na gravação, de 30 minutos, observa-se os atacantes a cortar a roupa da vítima, a lançar-lhe cinza de cigarros, a agredi-lo na cabeça com um pé e cortar parte do seu couro cabeludo com uma faca.

O grupo pede-lhe que insulte Trump e obriga-o a beber água de uma sanita, enquanto várias pessoas se riem e fumam.

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O jovem atacado, cujo desaparecimento foi denunciado na segunda-feira pelos seus pais, foi encontrado a vaguear pela rua na noite de terça-feira e foi levado para um hospital, já tendo recebido alta, segundo a polícia.

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