Detidos suspeitos de prepararem atentados em França

Homens estariam a planear ataque durante eleições presidenciais.

18 de abril de 2017 às 11:37
policias, paris, frança, terrorismo Foto: Etienne Laurent/EPA
policias, paris, frança, terrorismo Foto: Etienne Laurent/EPA
frança, soldados, terrorismo, paris, polícia Foto: Reuters

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Dois homens de 23 e 29 anos, suspeitos de prepararem um atentado "iminente", foram detidos esta terça-feira em Marselha, no sul de França, cinco dias antes da primeira volta das eleições presidenciais, indicaram fontes próximas do inquérito.

Os dois homens são "suspeitos de uma iminente passagem à ação", precisou uma das fontes.

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Os suspeitos foram detidos pelos serviços de informação internos no quadro de uma investigação por associação criminosa terrorista, aberta em Paris.

Os dois detidos tinham um projeto de atentado para "os próximos dias em solo francês", disse o ministro do Interior, Matthias Fekl, numa conferência de imprensa.

Buscas em Marselha permitiram encontrar "elementos para materializar o ataque" e estão em curso "operações de segurança", adiantou.

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Os dois homens eram "conhecidos devido à sua radicalização" e já estiveram presos por factos sem caráter terrorista, segundo uma fonte próxima da investigação.

"Tudo está a ser feito para garantir a segurança deste grande evento para a nossa República" que é a eleição presidencial, assegurou o ministro, assinalando "um risco terrorista que continua a ser maior que nunca".

Mais de 50 mil polícias, apoiados pelos militares da operação Sentinela, serão mobilizados para garantir a segurança das eleições no domingo, nomeadamente nos 67.000 locais de voto.

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A França tem sido particularmente visada por atentados terroristas, fazendo parte dos países que intervêm na Síria contra o grupo extremista Estado Islâmico. Os dois últimos ataques visaram militares, embora sem os matar, no museu do Louvre e no aeroporto de Orly, em Paris.

Cinco projetos de atentados foram descobertos desde o início do ano, enquanto o ano passado o seu número foi de 17, disse em março o anterior ministro do Interior, Bernard Cazeneuve.

Instaurado após os atentados de 13 de novembro de 2015 em Paris, que causaram 130 mortos, o estado de emergência tem vindo a ser prolongado e está em vigor até ao verão, tendo em conta as presidenciais e as legislativas em junho.

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Serviços de seguranças dos candidatos foram avisadas de risco de atentado

Os serviços de segurança de vários candidatos às eleições presidenciais francesas foram avisados na semana passada de risco de atentado tendo recebido fotografias dos dois detidos hoje por suspeita de prepararem um ato terrorista em França, noticiou a AFP.

"As fotos foram passadas ao meu serviço de segurança na quinta-feira", indicou a candidata de extrema direita Marine Le Pen.

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Os assessores do candidato centrista Emmanuel Macron e do conservador François Fillon também confirmaram ter sido avisados sobre o risco de atentado.

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