Doente oncológico aguarda consulta há quatro meses

Manuel Figueiredo, de 56 anos, sofre de cancro da bexiga, e e aguarda uma consulta de Urologia com urgência no Centro Hospitalar Tondela-Viseu.

20 de janeiro de 2017 às 11:04
Hospital, enfermeiro, Hospital de São Teotónio, Centro Hospitar Tondela/Viseu, Foto: Nuno André Ferreira
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Manuel Figueiredo, de 56 anos, sofre de cancro da bexiga, e aguarda uma consulta de Urologia com urgência no Centro Hospitalar Tondela-Viseu. O homem, que garante que tem vindo a perder peso desde setembro do ano passado - altura em que lhe foi diagnosticado o tumor - já se dirigiu aos serviços onde lhe disseram que a consulta deveria ser marcada para abril. 

"A minha mulher também ligou para lá e disseram-lhe que estão a chamar os doentes de 2012. Eu não tenho dinheiro para ir a um médico privado porque estou desempregado", relatou o utente a um jornal nacional. 

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João Sousa, de 49 anos, contou à mesma publicação que tem um testículo a inchar desde há quase três anos e que desde então espera por uma consulta de urologia no Centro Hospitalar Tondela-Viseu. 

O utente, que se queixa de não ter relações sexuais e de lhe custar a trabalhar, diz que os problemas não ficam por aqui. "Também tenho problemas nos rins e não há meio de ter uma consulta no urologista. No hospital informaram-me que ainda só estavam a chamar os doentes de 2012", conta, adiantando que não tem possibilidades económicas para se dirigir a um hospital privado, por ganhar um ordenado de 700 euros. 

Ermida Rebelo, presidente do Conselho de Administração do Centro-Hospitalar Tondela-Viseu, assegura que só existe um caso atrasado de um doente oncológico. A dirigente reconhece que no serviço de Urologia há bastantes dificuldades.

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"Temos quatro urologias quando devíamos ter oito. Já abrimos uma vaga para preencher mas não há medicos que queiram vir trabalhar para o interior onde a população está cada vez mais envelhecida e o núcleo de doentes oncológicos está a aumentar. Os nossos urologistas já fazem horas extraordinárias para conseguirmos diminuir a lista de espera", justifica. 

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