Elefantes à procura de água estragam hortas e assustam moradores no sul de Moçambique
Escassez de água terá levado a manada a deslocar-se até zonas do distrito de Boane, região que habitualmente conserva reservas de água.
Uma manada de dez elefantes, destruiu hortas e assustou a população durante a última semana no distrito de Boane, província de Maputo, sul de Moçambique, à procura de água devido à seca na região, disseram hoje autoridades à Lusa.
"Os elefantes têm-se deslocado da sua zona habitual, em Namaacha, à procura de água e pastos verdes", disse à Lusa Cândido Bruno, diretor distrital dos serviços económicos do distrito de Boane.
Entre abril e outubro, Moçambique vive um período de fraca precipitação, especialmente no sul, situação agravada por uma seca que se arrasta há, pelo menos, três anos.
A escassez de água terá levado a manada a deslocar-se até zonas do distrito de Boane, região que habitualmente conserva reservas de água.
"Bebem e depois vão para o verde que está por perto e devastam culturas", explicou Cândido Bruno.
Ainda assim, segundo referiu, além das hortas, "não há danos" registados junto de outros espaços dos residentes.
As autoridades têm acompanhado a movimentação dos animais e, apesar do susto de alguns moradores, descrevem a situação como calma.
Leda Matola, secretária do bairro Filipe Samuel Magaia, descreveu à Rádio Moçambique um retrato de "pânico" vivido na noite da última terça-feira, devido à circulação dos elefantes.
"Entraram nas machambas [hortas] e estragaram [as culturas]. Há machambas que já não têm mandioca. Noutro sítio havia uma vedação e retiraram tudo aquilo", disse.
A circulação de elefantes junto de hortas em Boane já aconteceu noutras ocasiões.
Entre novembro e fevereiro um outro grupo de treze elefantes foi avistado na mesma zona, recordou Cândido Bruno.
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