Correio da Manhã

Emigrante volta a casa para morrer queimado
Foto Nuno André Ferreira
Foto Nuno André Ferreira
Por Tiago Virgílio Pereira | 01:30
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José Amorim estava em Portugal há oito dias. PJ ainda não descarta hipótese de crime.

José Amorim estava há oito dias em Portugal a tratar dos papéis da reforma depois de uma vida de trabalho passada quase toda em França. Mas, esta quinta-feira de manhã, o homem, de 70 anos, foi encontrado carbonizado dentro da carrinha a poucos metros de casa, na localidade de Pousadinhas, Guarda.

A Polícia Judiciária está a investigar a morte e, para já, a hipótese mais forte aponta para um acidente. Algo provocou o incêndio e o homem não conseguiu sair da carrinha, acabando por morrer carbonizado. Porém, a investigação não está fechada e o resultado da autópsia poderá trazer novos dados.

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O alerta foi dado pelas 08h30. Quando os Bombeiros Voluntários da Guarda chegaram ao local encontraram a viatura tomada pelas chamas. O fogo propagou ao mato adjacente e foi necessário ativar a ajuda de um meio aéreo, um helicóptero ligeiro para realizar descargas no local. "O nosso trabalho foi sobretudo de consolidação e rescaldo", avançou o bombeiro Luís Espada, responsável pelas operações. A GNR foi depois chamada a tomar conta do caso, mas, por haver uma morte, foi a PJ que assumiu a investigação.

Durante quase toda a manhã foram recolhidas provas no local, sobretudo na carrinha que ficou imobilizada junto a um muro. À tarde, os inspetores da polícia científica fizeram outros exames periciais à viatura.

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O corpo do homem de 70 anos foi removido para o gabinete médico-legal do hospital da Guarda para ser autopsiado.

PORMENORES
"Foi um choque para nós"
José Amorim era um homem "pacato que vivia isolado, mas que não se metia com ninguém. Estava viúvo há cerca de quatro anos e era conhecido como 'Minhoto'", avançou ontem António Simões, presidente da União de Freguesias de Rochoso e Monte Margarida. "Foi com surpresa que recebemos a notícia desta morte, todos na freguesia ficámos em choque", adiantou o autarca.

Autópsia vai ajudar
A autópsia deve realizar-se hoje no gabinete médico-legal do hospital da Guarda. Este exame poderá ajudar a Polícia Judiciária a desvendar o caso. "O corpo estava completamente carbonizado e nestes casos o nosso trabalho complica-se, por isso a autópsia poderá ser uma ajuda preciosa", explicou fonte da PJ da Guarda.

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