Estúpidos em nome do dinheiro
Peça argentina abre programação dos Artistas Unidos na Politécnica.
Polícias, marchands, cientistas, atores e jornalistas entram e saem do palco do Teatro da Politécnica, em Lisboa, à procura de quê? O que quer toda a gente? Dinheiro.
É assim ‘A Estupidez’, peça com que o argentino Rafael Spregelburd, de 46 anos, tem chamado a atenção dos produtores teatrais de todo o Mundo e que abre, no dia 11, a temporada de 2017 dos Artistas Unidos.
O encenador João Pedro Mamede diz que Jorge Silva Melo lhe entregou o texto para a mão e sugeriu que o encenasse. Ele não recusou. Diz que gostou do desafio, "sobretudo para os atores, obrigados a mudar de figurino a uma velocidade vertiginosa e a encontrar um sentido para aquilo que dizem e fazem em palco". E que é tão caótico quanto divertido, muitas vezes surpreendente e em outras ocasiões incompreensível.
Reconhecendo que o texto "não tem uma lógica dramatúrgica óbvia" e que "até parece um filme" (lembra ‘Magnólia’, de Paul Thomas Anderson), João Pedro Mamede diz que todas as personagens são "tristes" e sublinha uma das frases-chave do texto: "O dinheiro põe- -nos estúpidos a todos!"
Com Andreia Bento, António Simão, David Esteves, Guilherme Gomes e Rita Cabaço a multiplicarem-se por várias personagens, este espetáculo ficará em cena até fevereiro (com bilhetes a 10 euros, sujeitos a descontos).
Entretanto, os Artistas Unidos preparam já ‘A Noite da Iguana’, o clássico de Tennessee Williams que deverá estrear dia 19 no Teatro São Luiz, em Lisboa.
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