EUA impõem sanções ao Irão devido a teste de míssil

Trump já tinha acusado os iranianos de "brincar com o fogo".

03 de fevereiro de 2017 às 17:41
missil, irão, teste, navio Foto: EPA
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O Governo norte-americano impôs esta sexta-feira sanções económicas a "várias pessoas e entidades" do Irão em resposta ao teste de um míssil de médio alcance realizado no domingo por Teerão.

As sanções são aplicadas a 13 indivíduos e 12 entidades relacionadas com o programa de mísseis balísticos de Teerão.

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"O contínuo apoio do Irão ao terrorismo e o desenvolvimento do seu programa de mísseis balísticos constitui uma ameaça à região, aos nossos parceiros em todo o Mundo e aos Estados Unidos", explicou em comunicado o diretor interino do Gabinete de Controlo dos Ativos Estrangeiros do Departamento do Tesouro norte-americano, John Smith.

No domingo passado, o Irão realizou um teste de um míssil de médio alcance, que explodiu após ter percorrido cerca de mil quilómetros, o que levantou alertas nos EUA.

Na manhã de hoje, ainda antes ter sido oficialmente confirmada a aplicação das sanções, o Presidente norte-americano, Donald Trump, alertou na rede social Twitter que o Irão estava "a brincar com o fogo".

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"O Irão está a brincar com o fogo -- não aprecia a bondade que o Presidente Obama teve com ele", escreveu Donald Trump no segundo de cinco 'tweets' que publicou ao princípio da manhã de hoje.

Vários órgãos de informação norte-americanos já tinham noticiado hoje de manhã que a administração Trump estava a preparar o pacote de sanções, que constitui a primeira medida concreta a ilustrar a mudança de retórica do novo Presidente em relação a Teerão.

Trump afirmou - em campanha e já depois de eleito - que iria "rasgar" o acordo nuclear que os Estados Unidos - a par da Rússia, China, França, Reino Unido e Alemanha - assinaram com Irão, que permitiu o levantamento de sanções económicas contra Teerão.

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Para os Estados Unidos, o ensaio desta semana viola a resolução 2231 do Conselho de Segurança da ONU, que exorta o Irão a não testar mísseis capazes de transportar uma arma nuclear.

O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano, Bahram Ghasemi considerou as acusações "sem fundamento, repetitivas e provocadoras".

O Irão confirma o teste de um míssil balístico, mas argumenta que não violou os termos do acordo nuclear nem a resolução da ONU, porque o míssil tem objetivos exclusivamente defensivos e não pode transportar ogivas nucleares.

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