Foi declarado inocente depois de 24 anos no corredor da morte
Paquistanês foi libertado por falta de provas.
O Supremo Tribunal do Paquistão declarou esta sexta-feira inocente, por falta de provas, um homem condenado à pena de morte por homicídio que passou os últimos 24 anos no corredor da morte.
"O juiz Asif Saeed Khosa, presidente de um coletivo de três juízes, sentenciou que as provas apresentadas contra o acusado foram insuficientes e que a pistola apresentada como prova não pertencia ao condenado", disse um porta-voz do Supremo, Mohamed Ishtiaq.
Mazhar Farroq foi acusado em 1989 do assassínio de um homem na província de Punjab (leste) e três anos depois considerado culpado e condenado à morte, sentença de que recorreu mas que foi confirmada pelo Alto Tribunal de Lahore.
Farroq recorreu da segunda decisão para o Supremo, que agora o declarou inocente.
O Paquistão levantou em 2014 uma moratória sobre a pena de morte para os casos de terrorismo, na sequência do ataque talibã a uma escola que matou 125 crianças, e, meses mais tarde, estendeu a suspensão aos restantes crimes.
Desde então, segundo organizações não-governamentais paquistanesas, 425 pessoas foram executadas.
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