França e EUA não confirmam morte de Bin Laden

Os serviços secretos da Arábia Saudita informaram o governo francês de que o líder da rede terrorista Al-Qaeda, Osama bin Laden, morreu vítima de uma crise de febre tifóide, no Paquistão, em finais de Agosto. A França e os Estados Unidos afirmam não poder confirmar a informação.

23 de setembro de 2006 às 11:37
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A notícia é avançada este sábado pelo jornal francês 'L'Est Republicain', que cita um alegado documento secreto da Direcção-Geral dos Serviços Externos francesa. De acordo com o relatório, a informação da morte de Bin Ladem foi considerada credível pelos serviços secretos sauditas e foi comunicada ao Presidente francês Jacques Chirac, ao primeiro-ministro e aos ministros do Interior e da Defesa franceses.

De acordo com o 'L'Est Republicain', os serviços secretos sauditas revelam que o líder Al-Qaeda morreu no dia 23 de Agosto, no Paquistão, na sequência da doença infecto-contagiosa, que lhe terá provocado a paralisia parcial dos membros inferiores. As autoridades sauditas lançaram operações especiais para encontrar o corpo de Bin Laden, revela o mesmo jornal.

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Em reacção à notícia, responsáveis do Ministério da Defesa francês não confirmam a existência do documento citado pelo jornal 'L'Est Republicain'. O ministério francês vai agora investigar a alegada fuga de informação por parte dos serviços secretos.

Entretanto, o presidente francês, Jacques Chirac, afirmou esta manhã, não estar confirmada a informação sobre a morte do líder da Al Qaeda. O chefe de Estado francês, que falava aos jornalistas no final de um encontro com o seu homólogo russo, Vladimir Putin, e com a chanceler alemã, Angela Merkel, mostrou-se surpreendido por "uma nota confidencial" dos serviços secretos franceses ter chegado à imprensa, e salientou já ter sido pedida uma investigação do caso. Chirac escusou-se a avançar mais comentários sobre a questão.

Os Estados Unidos também não confirmaram a notícia. "Não temos qualquer confirmação", disse hoje em Nova Iorque o porta-voz do Departamento de Estado norte-americano, Sean McCormack.

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Um porta-voz da Casa Branca, Blair Jones, salientou ainda que os EUA não dispõem de qualquer confirmação sobre a informação que dá conta da morte de Bin Laden.

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