Galp vai duplicar produção em 2017

Vão arrancar mais plataformas no Brasil.

27 de abril de 2015 às 18:35
carlos gomes da silva Foto: Miguel A. Lopes/Lusa
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O novo presidente executivo da Galp, Carlos Gomes Silva, afirmou, esta segunda-feira, que a petrolífera portuguesa vai "duplicar a produção de petróleo no próximo ano e meio", devido ao arranque de mais plataformas no Brasil.

Gomes da Silva, que falava aos jornalistas sobre os resultados do primeiro trimestre da empresa, adiantou que quer chegar a meados de 2017 com o dobro da produção atual, que é de 41.500 barris por dia.

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Para atingir este objetivo, a Galp tem dois FSPO (navio plataforma petrolífera) a produzir à capacidade máxima (Cidade Angra dos Reis e Cidade de Paraty), mais dois em execução de acordo com o plano estimado (Cidade de Mangaratiba e Cidade de Itaguaí), sendo que mais dois (Cidade de Maricá e Cidade de Sacorema) vão iniciar os trabalhos no próximo ano, todos no Brasil.

O responsável máximo da petrolífera portuguesa ressaltou ainda que, apesar de haver pequenas alterações no Conselho de Administração, "a estratégia da Galp está suficientemente sufragada e será construída passo a passo", quando questionado sobre se iria apresentar um novo plano de negócios.

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O resultado líquido da Galp Energia atingiu os 121 milhões de euros no primeiro trimestre deste ano, o que compara com 47 milhões registados no período homólogo de 2014.

Em termos de volume de negócios, houve uma quebra de 5% face ao período homólogo de 2014, situando-se nos 3.923 milhões de euros, "que se deveu sobretudo à descida das cotações do petróleo, do gás natural e dos produtos petrolíferos no mercado internacional", segundo o comunicado enviado pela Galp à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

Galp admite concorrer a leilões de concessões de crude em Angola

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A petrolífera estará atenta à compra de "ativos menos maduros", não negando o interesse em participar em leilões de concessões em Angola.

Esta intenção de encontrar outros ativos que vão substituindo os que estão em queda de produção faz parte da estratégia da empresa além de 2020, sendo normal numa companhia petrolífera com forte pendor de 'upstream' (exploração de crude).

"Temos de entregar o atual plano e preparar a empresa pelo menos até 2025 e isso significa participar em leilões, estar atento a Angola e a outras regiões", adiantou Carlos Gomes da Silva.

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A petrolífera angolana Sonangol tem já há mais de um ano a previsão de leiloar dez concessões no "onshore" (em terra) de Angola, sendo que sete dos blocos a leiloar situam-se na bacia do rio Kwanza e os restantes três na do rio Congo.

Questionado sobre a exploração de petróleo em águas portuguesas, o presidente executivo da Galp disse estar à espera da perfuração de um furo exploratório este ano, depois de a italiana Eni ter tomado 70% da concessão da costa alentejana.

"Este ano entraremos em campanha de perfuração de um furo e depois tomaremos a decisão, dependendo da avaliação dos resultados", disse.

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