GNR transmitiu as suspeitas à PJ

As suspeitas sobre o ex-cabo António Costa, de Santa Comba Dão, devido ao seu comportamento nervoso na investigação dos homicídios, foram transmitidas à Polícia Judiciária (PJ) pelo responsável do Núcleo de Investigação Criminal (NIC) de Santa Comba Dão. A revelação foi feita por aquele responsável, Carlos Mateus, durante a sessão da manhã do julgamento de António Costa.

20 de junho de 2007 às 17:58
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Mateus apontou que o réu mostrava-se preocupado com a investigação da PJ, “nervoso” e sentia constantemente necessidade de explicar os arranhões com que aparecia ao serviço, mesmo sem ninguém lhe perguntar a razão deles.

O responsável da investigação do NIC veio a encontrar-se em Mortágua com os inspectores Domingues e Sineiro, da PJ, a quem comunicou as suas suspeitas sobre o, então e ainda, cabo da GNR.

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TIO NEGA ACUSAÇÕES

Da parte da tarde, o Tribunal ouviu Rogério Ferreira, tio e primo direito de duas das jovens assassinadas, Mariana e Isabel Cristina, respectivamente, que negou ser o autor dos crimes, como o acusou o ex-cabo da GNR em cartas escritas, depois da sua detenção no presídio de Santarém.

Rogério Ferreira negou ainda outras descrições constantes nas referidas cartas, como o pedido de sacos de rações e, uma das vezes, cordão azul para os atar. Estes sacos, segundo escreveu António Costa à PJ, destinar-se-iam a envolver os cadáveres das jovens assassinadas.

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O tio de Mariana, durante as duas horas em que foi inquirido pelo Tribunal, negou igualmente que tenha pedido emprestado o carro ao ex-militar nem que tenham mantido um relacionamento amoroso com a prima ou ameaçado António Costa e a família.

A sessão da tarde terminou com a audição de Isabel Sousa, mulher de Rogério Ferreira.

António Costa é acusado de 10 crimes: três de homicídio qualificado, três crimes de ocultação e um de profanação de cadáver, bem como dois de coacção sexual na forma tentada e um de denúncia caluniosa.

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