Governador defende liberalização das transações na bolsa de Moçambique

"Temos de liberalizar a conta de capitais", diz Ernesto Gove.

22 de agosto de 2014 às 09:49
Partilhar

O governador do banco central de Moçambique considera que os investidores estrangeiros deviam poder transacionar livremente na bolsa moçambicana e que a circulação de capitais devia ser liberalizada, argumentando que se houver bons indicadores económicos, o dinheiro voltará.

Em entrevista à revista britânica The Banker, do grupo Financial Times, Ernesto Gove explica que a bolsa de valores de Moçambique devia ser dinamizada através de uma participação mais profunda das empresas e dos investidores estrangeiros, a quem devia ser permitida uma transação livre dos títulos.

Pub

"Temos de liberalizar a conta de capitais", diz o governador em entrevista à edição deste mês da revista, que dedica largas páginas a Moçambique, "a nova grande promessa de África", e nas quais o governador argumenta que a economia do país já está suficientemente forte para resistir à previsível saída de capitais.

"Se os fundamentais macroeconómicos forem bons, não há razões para receios [porque] o dinheiro pode sair, mas vai voltar se houver bons indicadores macroeconómicos", argumenta o governador, que tem a obrigação legal de autorizar todas as transações que as empresas e os investidores estrangeiros pretendem fazer na bolsa de valores.

Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?

Envie para geral@cmjornal.pt

Partilhar