Guiné-Bissau pede apoio a Cabo Verde para cooperar com Centro de Operações Marítimas europeu

Em causa estão várias operações de combate ao tráfico de droga.

14 de março de 2023 às 14:42
Bandeira da Guiné-Bissau Foto: Direitos Reservados
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A ministra da Justiça e dos Direitos Humanos da Guiné-Bissau, Teresa Alexandrina da Silva, pediu hoje, na Praia, apoio de Cabo Verde para o país também cooperar com o Centro de Análise e Operações Marítimas - Narcóticos (MAOC-N).

"Sim, porque com os desafios contemporâneos com que nos confrontamos, mais do necessário, faz-se obrigatório haver esse estreitamento com a MAOC-N, tendo em conta as fragilidades do nosso país e a tendência do tráfico por via marítima, razão pela qual Cabo Verde, sendo um país cooperante da MAOC-N e tendo em conta este estreitamento de relações entre Guiné-Bissau e Cabo Verde, nunca é demais pedir a advocacia de Cabo Verde junto da MAOC-N nesse sentido", pediu a ministra.

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Teresa Alexandrina da Silva está de visita de quatro dias a Cabo Verde, e um dos primeiros pontos da agenda foi um encontro de trabalho com a sua homóloga cabo-verdiana, Joana Rosa, com quem abordou vários assuntos relacionados com a cooperação entre os dois países, mas também a nível multilateral.

O Centro de Análise e Operações Marítimas, com sede em Lisboa, é uma iniciativa de seis países membros da União Europeia e do Reino Unido, sendo cofinanciado pelo Fundo de Segurança Interna da UE.

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Cabo Verde tem realizado várias operações de combate ao tráfico de droga, contando com apoio de várias organizações internacionais, entre elas a Centro de Análise e Operações Marítimas - Narcóticos (MAOC-N).

A ministra da Justiça de Cabo Verde garantiu que o país assume o papel para entrar em contacto com essa organização europeia, em favor de uma cooperação com a Guiné-Bissau, mas também com o Senegal, por serem países vizinhos na costa ocidental africana.

"Cabo Verde tem uma cooperação intensa com a MAOC, apoia-nos em vários casos de apreensão de droga e seria ótimo essa cooperação conjunta com a Guiné-Bissau e o Senegal. Interessa-nos", garantiu Joana Rosa, que prometeu levar essa menagem à organização europeia.

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"A Guiné-Bissau tem todas as condições para também ser um Estado cooperante", frisou a governante cabo-verdiana.

A ministra guineense está no país para vivenciar a experiência cabo-verdiana em diversas áreas, como a gestão dos estabelecimentos prisionais, a administração de bens, a questão das crianças em conflitos com a lei, através do Centro Orlando Pantera, na Praia.

Do programa, consta ainda encontros com várias outras instituições ligada à Justiça, como a Procuradoria-Geral da República, a Polícia Judiciária, a Cadeia Central de Praia, a Conservatória de Registo Civil dos Registos. Casa do Cidadão, Unidade de Informação Financeira e no final será assinado um memorando de Entendimento no âmbito de Cooperação Judiciária entre os dois ministérios.

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