Mais de 200 fogos mobilizam 2700 operacionais

Nove dos incêndios ativos causam especial preocupação.

08 de agosto de 2016 às 04:04
Portugal, Autoridade Nacional de Proteção Civil, autoridades locais, Incêndios Foto: Octávio Passos / Lusa
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Cerca de 2.700 operacionais combatiam 204 fogos em Portugal continental às 3h45 desta sexta-feira, segundo a informação disponibilizada pela Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC) na sua página na internet.

A ANPC considerava como "ocorrências importantes" nove incêndios ativos nos distritos de Viana do Castelo, Porto, Guarda, Braga e Aveiro.

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O incêndio florestal que mobiliza mais meios de combate é o que lavra há mais de 24 horas na serra da Freita, em Arouca, onde 215 pessoas e 71 viaturas combatem as chamas.

O comandante do Centro Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Aveiro disse à Lusa no final do dia de domingo que o incêndio, com cinco frentes, continuava fora de controlo e que há "uma situação muito complicada".

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Segundo José Bismarck, não deverá ficar extinto durante esta madrugada.

Às 3h45 era no distrito do Porto que havia mais fogos ativos: 52, que estavam a ser combatidos por 611 operacionais apoiados por 194 viaturas, segundo a ANPC. Seguiam-se os distritos de Aveiro, com 23 incêndios rurais ativos, e o de Viseu, com 20.

A Comissão Distrital de Proteção Civil (CDPC) do Porto decidiu acionar no domingo à noite o Plano Distrital de Emergência (PDE) para o distrito e apelou à população para que "facilite a atividade dos meios".

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O PDE do Porto, distrito constituído por 18 concelhos, está em vigor desde as 00:15 horas, tratando-se de um instrumento que nunca tinha sido acionado antes.

"Devido ao calor, à exposição solar, ao risco de incêndio, mas também para evitar congestionamentos de trânsito, entre outros aspetos, pedimos às pessoas que se mantenham em casa e que não dificultem a ação de quem está no terreno, dos meios de proteção civil", disse à agência Lusa o presidente da CDPC do Porto, Marco Martins.

A decisão de acionar o PDE do distrito do Porto é de caráter operacional, foi tomada por unanimidade e surge após um dia em que, de acordo com a página na internet da Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC), o distrito do Porto registou um grande número de ocorrências.

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Desde há quatro anos que o nível de alerta devido a incêndio não era tão elevado, sendo um reflexo de condições climatéricas adversas.

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