PSD pede audição de Centeno e Domingues

Partido quer também ter acesso ao plano de recapitalização da CGD.

01 de fevereiro de 2017 às 16:54
Bruxelas, Novo Banco, Banco de Portugal, Mário Centeno, Comissão Europeia, economia, negócios e finanças Foto: Mário Cruz/Lusa
caixa geral de depósitos, antónio domingues, presidente Foto: Miguel Baltazar

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O PSD apresentou hoje um requerimento na comissão de inquérito à Caixa Geral de Depósitos (CGD) pedindo a audição no parlamento do ministro das Finanças, Mário Centeno, e do anterior presidente executivo do banco público, António Domingues.

Ao pedido de audições junta-se o desejo dos sociais-democratas de terem acesso ao plano de capitalização e reestruturação da CGD aprovado em junho de 2016 pelas instituições europeias, então com Domingues à frente do banco.

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O PSD, coordenado pelo deputado Hugo Soares na comissão de inquérito, quer conhecer o "nível de aplicação" do plano e o detalhe dos "movimentos e operações respetivas" do mesmo, indica o requerimento dos sociais-democratas, a que a agência Lusa teve acesso.

No texto, o PSD diz que PS, BE e PCP criaram uma "rutura" com o "tradicional consenso em torno dos procedimentos habituais de uma comissão de inquérito", chumbando novas audições e acesso a documentos.

Os sociais-democratas advogam que faltam ainda "respostas claras e inequívocas" de Centeno, e sublinha que os testemunhos passados do ministro na comissão de inquérito são "manifestamente incoerentes" com as palavras de António Domingues e José de Matos, também antigo presidente da CGD.

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A comissão de inquérito à CGD tomou posse a 05 de julho na Assembleia da República, e debruça-se, por exemplo, sobre a gestão do banco público desde o ano 2000, abordando ainda os factos que levaram ao processo de recapitalização do banco, que foi aprovado por Bruxelas - o objetivo de PSD e CDS era incluir os novos dados da recapitalização no âmbito dos trabalhos.

Hoje, o PSD voltou a confrontar, durante a conferência de líderes, o presidente da Assembleia da República com a recusa de alargar o objeto da Comissão de Inquérito da CGD, numa troca acesa de argumentos.

De acordo com o porta-voz da conferência de líderes, o social-democrata Duarte Pacheco, este tema foi o que "ocupou mais tempo" da reunião de hoje, que durou cerca de hora e meia.

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Na semana passada, o PSD, na sua 'newsletter' diária, tinha acusado Ferro Rodrigues de colocar em causa "o regular funcionamento do parlamento" ao rejeitar o alargamento do objeto da Comissão de Inquérito sobre a CGD à recapitalização do banco público, argumentos que foram hoje repetidos na conferência de líderes.

Na quinta-feira os deputados da comissão reúnem-se para definir a metodologia da "calendarização dos trabalhos", de acordo com a página Internet do parlamento.

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