Inspectores absolvidos de tortura
Os três inspectores da PJ acusados de tortura por Leonor Cipriano foram esta tarde absolvidos pelo Tribunal de Faro, que deu como provadas as agressões à mãe de Joana durante o inquérito ao desaparecimento da menina, em 2004, mas não identificou os agressores. O antigo coordenador Gonçalo Amaral foi condenado por falsidade de depoimento e Nunes Cardoso por falsificação de documento.<br/>
Leonor Cipriano, condenada a 16 anos de prisão - juntamente com o seu irmão, João Cipriano - pelo homicídio e ocultação do cadáver da sua filha Joana, alegou ter sido agredida durante interrogatórios nas instalações da PJ em Faro, para que confessasse o crime. Abriu um processo contra cinco inspectores da PJ por alegada tortura e acções paralelas de encobrimento das agressões. Leonel Lopes, Paulo Pereira Cristovão e Marques Bom estavam directamente acusados de tortura e foram absolvidos.
O antigo coordenador da investigação, Gonçalo Amaral, foi absolvido da acusação de omissão do dever de denúncia mas condenado por falso testemunho (falsidade de depoimento) a uma pena suspensa de um ano e seis meses de prisão. O inspector Nunes Cardoso estava apenas acusado de falsificação de documento e foi condenado por esse crime a uma pena de dois anos e três meses de prisão, suspensa na sua execução por um prazo de dois anos.
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