Correio da Manhã

Juiz recusa soltar 23 agressores de Alcochete
Foto CMTV
Momento em que 40 encapuzados entram na Academia para bater nos jogadores do Sporting
Foto Pedro Simões
Fernando Mendes ao entrar para o tribunal. Está preso
Foto Pedro Simões
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Suspeito de ataque a Alcochete
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Suspeito de ataque a Alcochete
Por Sérgio A. Vitorino | 08:40
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Perigo de perturbação do inquérito e da prova. Procuradora só concorda libertar um.

Todos os pedidos de libertação apresentados pelos 23 detidos no dia da invasão à Academia do Sporting, em Alcochete, por agressões a jogadores e técnicos, foram recusados pelo juiz de instrução criminal do Barreiro.

Jorge Delca mantém os elementos da Juventude Leonina em prisão preventiva considerando não estarem afastados os perigos para a obtenção de prova e de perturbação do inquérito. Estão na cadeia 37 arguidos - alguns, incluindo os cabecilhas, foram detidos mais tarde.

Segundo apurou o CM junto de fontes próximas do processo, vários dos detidos deram entrada com pedidos para serem colocados com pulseira eletrónica, alegando a necessidade de trabalhar ou estudar. Terão incluído pareceres positivos da Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais, mas o juiz manteve-os na cadeia. 

O próprio Ministério Público, representado no processo pela procuradora Cândida Vilar, só se mostrou favorável à saída de prisão preventiva de um dos detidos: Nuno Torres, o condutor do BMW em que os cabecilhas da Juve Leo abandonaram o centro de estágios.

Os detidos vão recorrer da reavaliação das medidas de coação junto do Tribunal da Relação de Lisboa, sendo essa a hipótese mais breve de serem libertados.

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O ataque a Alcochete ocorreu a 15 de maio e os primeiros 23 detidos ficaram em preventiva no dia 21. Em junho foram detidos outros quatro, entre eles Fernando Mendes, antigo cabecilha da claque. E em julho mais 10.

A reavaliação das medidas de coação destes será feita mais tarde pelo juiz. São suspeitos de terrorismo, agressões, ameaça e sequestro.

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