Líder da esquerda radical grega denuncia acordo secreto
A primeira ronda de negociações do presidente Karolos Papoulias com os principais partidos gregos terminou este domingo sem acordo, deixando o país mais perto de uma possível saída do euro e da bancarrota.
Apesar disso, Alexis Tsipras, líder da Coligação de Esquerda Radical (Syriza), assegurou que “três partidos acordaram um plano de governo a dois anos para aplicar o acordo de resgate à Grécia”, algo prontamente desmentido.
“É uma vergonha, uma mentira difamatória”, afirmou, em comunicado, a Esquerda Democrática, pequeno partido que supostamente teria viabilizado uma maioria estável “de 168 assentos no Parlamento”, como frisou Tsipras, com os conservadores da Nova Democracia (ND) e os socialistas do PASOK.
O líder socialista, Evagelos Venizelos, também não confirmou o acordo, dizendo manter “um optimismo limitado” e Antonis Samaras, líder da ND, disse que “as negociações continuam”.
Este último, responsável do partido mais votado nas legislativas do passado dia 6, acusou Tsipras de boicotar o processo: “O Syriza não quer escutar o mandato do povo grego e não aceita a formação de um governo viável, nem aceita dar apoio tácito a um governo para renegociar o memorando [da troika].”
Tsipras, por seu lado, reiterou a sua oposição ao resgate à Grécia e acusa os os partidos ‘do sistema’ de chantagem. “Os partidos que nos governaram não só não perceberam a mensagem das eleições como estão a chantagear-nos. Não pedem somente ao Syriza para dizer sim, pedem-lhe para ser cúmplice em crimes e isso nós não faremos”, afirmou.
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