Manifestação nacionalista em Lisboa

A manifestação convocada pela Frente Nacional, movimento ‘skinhead’ de extrema-direita, iniciada pelas 14h00 desta tarde, juntou nas ruas do Martim Moniz, em Lisboa, cerca de quatrocentas pessoas, num cenário coberto de bandeiras nacionais e onde foram exibidos cartazes que apelavam ao repatriamento dos imigrantes.

18 de junho de 2005 às 16:15
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A concentração no local começou cerca das 14h00, com a chegada de manifestantes, na maioria jovens, a um dos lados da praça. A polícia mantinha uma presença visível em pontos considerados estratégicos do Martim Moniz, mas, ainda assim, discreta.

O dirigente da Frente Nacional, Mário Machado, um dos principais organizadores desta manifestação, cuja realização foi proposta com o objectivo de protestar contra o aumento da criminalidade, alegou que esta iniciativa se realiza contra “a violência grupal que tem assolado o país”.

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“O nosso país está tomado a saque e os brancos cada vez mais são um alvo dos ataques das outras minorias”, disse o dirigente da Frente Nacional, acrescentando que “esta não é uma manifestação racista” mas apenas uma forma de demonstrar “orgulho na raça e no povo português”.

Pelas 15h00, os manifestantes começaram a dirigir-se para o Rossio, gritando palavras de ordem, cantando o Hino Nacional e empunhando uma faixa onde se lê “isto é nosso”.

A marcha decorreu pacificamente até à chegada à Praça do Rossio, onde se encontrava uma contra-manifestação, formada de improviso, em que os manifestantes gritavam palavras de ordem em defesa do 25 de Abril.

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Os ânimos de ambos os lados exaltaram-se, tendo-se os manifestantes dispersado pelas ruas adjacentes, o que levou à chegada de reforços do corpo de intervenção da PSP. Os efectivos da polícica foram obrigados a acalmar algumas escaramuças mas, apesar da tensão, a situação acalmou.

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