Maratona disputada à beira-mar para levar os atletas ao limite

Ultra Melides-Troia testa a capacidade de resistência dos maratonistas.

14 de junho de 2017 às 18:04
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A ultra Maratona Atlântica Melides-Troia disputa-se no dia 25 e promete levar os participantes ao limite. São 43 km disputados à beira mar e sempre pela areia, com partida na praia de Melides (9h00) e a meta na praia do Bico das Lulas, em Troia.

A cumprir a 13.ª edição, a Ultra Maratona Atlântica é uma corrida de aventura e, também, de superação.

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Os atletas terão uma maratona pela areia. A organização leva em conta as marés, de forma a facilitar a tarefa dos participantes, mas a verdade é que se trata de uma corrida que leva os atletas ao limite.

É que além da distância é preciso lidar com outros fatores igualmente determinantes e que complicam ainda mais o desempenho. O calor, pois é uma corrida disputada sem sombras, a areia e a maré, que quando sobe obriga a correr em areia solta. Correr na praia obriga a cuidados.

A começar pela utilização de um protetor solar forte, uma atenção especial com os abastecimentos e a hidratação (a organização fornece água, uma peça de fruta, um gel e uma barra energética). O equipamento deve ser de cores claras (absorve menos o sol) e, claro, apropriado.

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Contudo, o maior destaque deve ir para o calçado. Cada atleta tem a sua ‘tática’. Uns descalços (pouco aconselhável), outros com sapatilhas de surf, uns com os ténis de corrida e meias, isolando com fita adesiva (uma das mais usadas).

Esta prova é um teste a todos os participantes. Tem vindo a ganhar adeptos, muitos deles estrangeiros, nomeadamente espanhóis. É que esta zona é uma das poucas na Europa com um areal tão extenso.

O ano passado os vencedores foram José Gaspar (3:04.32 horas) e Patrícia Serafim, que estabeleceu o recorde feminino em 3:30.46 horas. O recorde masculino é de Eusébio Rosa desde 2012, com 2:46.30 horas.

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Há ainda uma prova de 15 km, com partida na praia da Comporta.

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