Massacre de Carandirú vale penas pesadas

Polícias dispararam sobre reclusos para conter motim. Morreram 111 pessoas.

20 de março de 2014 às 06:57
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Dez polícias foram condenados a longas penas de prisão, entre os 96 e os 104 anos, pelo homicídio de 111 reclusos que ocorreu em 1992 na prisão de São Paulo, Carandirú, informaram fontes oficiais, citadas pela EFE. Nove dos acusados foram condenados a penas de 96 anos de prisão efetiva e o décimo, Sívio Nascimento Sabino, recebeu uma condenação de 104 anos por ter responsabilidade direta na morte de oito reclusos no quinto piso da cadeia, de acordo com a sentença lida na quarta-feira pelo juiz Rodrigo Camargo. A pena de Sílvio Nascimento Sabino foi mais grave, porque acumula com uma condenação anterior por outro caso não divulgado pelo tribunal.

Devido ao elevado número de réus, o processo foi dividido em quatro fases, uma por cada um dos pisos da prisão, na qual os polícias, com o objetivo de conter um motim, dispararam sobre os reclusos nos corredores e dentro das próprias celas. Nas três fases do processo já julgadas - incluindo a que ficou concluída na quarta-feira - foram condenados 58 polícias que participaram na chacina em outubro de 1992, a maior na história presidiária do Brasil. A última fase que falta julgar vai sentar no banco dos réus 15 agentes pela morte de oito detidos.

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