MP pede pena suspensa para ex-procuradoras que passaram informações a evadido
Procuradoras "envolveram-se intimamente" com o arguido Lorosa de Matos, que se encontrava foragido à justiça, e a quem o Ministério Público pede pena de prisão efetiva.
Decorreram esta segunda-feira as alegações finais do processo das ex-magistradas suspeitas de passarem informações e dados pessoais de altos quadros da magistratura e da Polícia Judiciária a um evadido da prisão, que se fez passar por funcionário da Interpol. Na 4.ª Vara Criminal de Lisboa, do Campus da Justiça, o Ministério Público pediu a condenação a pena de prisão efetiva para o arguido Lorosa de Matos e penas suspensas para as duas ex-procuradoras que se envolveram com o principal arguido.
As arguidas, que exerceram funções como procuradoras adjuntas no Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Lisboa, entre 2004 e 2011, foram expulsas do Ministério Público. Estão acusadas pelo Tribunal da Relação de Lisboa (TRL) de violação do sigilo profissional, falsificação de documento, acesso indevido, abuso de poder e favorecimento pessoal.
Segundo o despacho de acusação, a que a agência Lusa teve acesso, as duas ex-procuradoras "envolveram-se intimamente" com o arguido Lorosa de Matos, que se encontrava foragido à justiça, desde 2003, ano em que se evadiu após uma saída precária da prisão, quando cumpria nove anos de prisão por burla, falsificação e extorsão.
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