Namíbia e Zimbabué proibidos de venderem marfim de elefantes no estrangeiro

Decisão foi imediatamente saudada pelas organizações de defesa dos animais.

03 de outubro de 2016 às 10:29
Ataque, elefante, Quénia, Parque Nacional Tsavo, Muchangi Mutawa, morte, homem, polícia, crime, lei e justiça Foto: Getty Images
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A convenção internacional sobre comércio de espécies selvagens ameaçadas de extinção (CITES), reunida em Joanesburgo, proibiu esta segunda-feira a Namíbia e o Zimbabué de venderem o seu marfim de elefantes no estrangeiro.

A CITES "votou contra a proposta da Namíbia e do Zimbabué de autorizar o comércio internacional dos seus elefantes", anunciou a organização em declaração.

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A decisão foi imediatamente saudada pelas organizações de defesa dos animais.

A manutenção da "proibição existente de comércio internacional de marfim é a boa decisão para os elefantes", reagiu Ginette Hemley, que lidera a delegação do Fundo Mundial de Proteção da Vida Selvagem (WWF).

"A população de elefantes em África está a conhecer um rápido declínio no continente devido à caça furtiva de marfim. Abrir o mercado de marfim teria complicado os esforços para conservar" os elefantes, acrescentou.

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Aceitar a proposta da Namíbia e do Zimbabué "teria aberto um verdadeiro espaço de branqueamento do marfim ilegal (...) e prejudicaria os esforços que visam reduzir a procura que alimenta a caça furtiva", disse Hemley.

O comércio internacional de marfim está proibido desde 1989. Vários países, incluindo o Zimbabué e a Namíbia, foram autorizados a vender marfim em duas ocasiões, em 1999 e 2008.

Para estes dois países do sul da África, o produto da venda de marfim serve para financiar programas de proteção dos elefantes.

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O número de paquidermes africanos vítimas do tráfico aumentou fortemente para atingir 110 mil cabeças ao longo da última décadas, de acordo com a União internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais (UICN).

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